A educação é um direito fundamental de todos, segundo a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Cabe aos governos propor métodos que levem o ensino para todo o país e alcancem o maior número de pessoas possível com qualidade. Nesses quesitos, alguns sistemas educacionais se destacam ao redor do mundo, apresentando elevados índices de competência e efetividade. Separamos três deles - Canadá, Alemanha e Cingapura - para mostrar os “segredos” dos métodos de ensino desses países. Confira! 

Canadá

O governo canadense oferece ensino gratuito desde a pré-escola - chamada de kindergarten -, passando por primary (espécie de ensino fundamental), secondary (a high school ou o ensino médio como conhecemos no Brasil) e postsecondary (o ensino superior com faculdades, universidades ou institutos). A matrícula em uma instituição de ensino é obrigatória do primary até o fim do secondary (desde os 5 até os 18 anos, dependendo da província). 

Um dos grandes diferenciais apresentados pelo Canadá é a descentralização do método de ensino. A responsabilidade pela qualidade da educação é do governo federal e das províncias, que contam com autonomia sobre as próprias decisões. O portal on-line do governo descreve que “as decisões e as iniciativas são tomadas usando as características regionais como referência. Isso garante a qualidade e a consistência do sistema educacional”. 

O sucesso do modelo de ensino canadense ainda pode ser relacionado à capacidade de integração dos imigrantes e à promoção da igualdade social. Segundo o Censo de 2016, 1 em cada 5 pessoas que moram no país nasceram em outra nação. Conforme reforça um relatório divulgado pelo governo para a Unesco em 2012, “o sistema educacional do Canadá trabalha com essa pluralidade social para eliminar a discriminação e promover igualdade e acesso justo à educação de qualidade para todos”. 

A proposta é integrar os imigrantes o mais rápido possível, para que o bom desempenho se mantenha, como convida o site do governo ao dizer que “se você e sua família chegaram ao Canadá durante o ano letivo, contate a diretoria escolar da sua região e encontre um local para matricular seus filhos”.

Alemanha 

A Alemanha, uma das principais economias da União Europeia, possui um sistema educacional com bons resultados e apresenta altas taxas de empregabilidade das populações mais jovens. A gestão da educação é de responsabilidade do governo federal e dos 16 estados que compõem a nação, oferecendo ensino gratuito e obrigatório para as crianças e adolescentes. 

A educação primária começa aos 6 anos de idade - em média, visto que pode ser diferente em alguns estados -, em um período chamado Grundschule, (1º ao 4º ano, ou até 6º em cidades como Berlim). A proposta de ensino dessa fase é próxima do que encontramos em cartilhas de educação em outros países. Como define o Ministério da Educação e da Cultura alemão, “o objetivo é adquirir as competências básicas. Isso inclui todas as competências-chave de leitura, escrita e matemática, além da apropriação independente da cultura”. 

Após o fim do Grundschule, por volta dos 10 anos de idade, o sistema educacional se baseia no desempenho escolar do aluno para mapear suas habilidades e indicar o tipo de escola mais adequado entre os três majoritários: Hauptschule, Realschule e Gymnasium, cada um deles oferecendo um tipo de certificação diferente para os estudantes. 

A Hauptschule oferece uma educação básica e geral, do quinto ao nono ano, cobrindo assuntos como matemática e alemão. A Realschule oferece um ensino um pouco mais denso, elevando o nível de estudos, que se tornam mais profundos ainda com o Gymnasium, que pode levar até 13 anos para ser completo e permite ao aluno a certificação necessária para entrar em uma universidade. Já os outros formatos direcionam os alunos principalmente para cursos técnicos e outras práticas profissionalizantes. 

Como explicado pelo governo alemão, “durante a 4ª (ou até a 6º) série, um documento é emitido pela escola do estudante contendo informações gerais sobre o seu progresso no primário, inclusive com uma avaliação da sua aptidão por certo tipo de segundo grau. Isso é acompanhado por uma consulta detalhada com os pais. Essa carta é a base para a decisão da carreira do aluno. A decisão final é feita pelos pais em congruência com a escola.” Os alunos podem mudar de escola, principalmente durante o 5º e o 6º ano. Além disso, após o término do secondary, é possível estudar mais para se candidatar a uma vaga na universidade.

Cingapura 

Segundo reportagem da BBC, a melhora dos índices educacionais do país se deu graças aos maciços investimentos do governo, que estão em congruência com os planejamentos para o crescimento do país. Os altos salários e a valorização dos professores contribuem para que os formandos se interessem e continuem na área da licenciatura. A própria cultura do país, muito relacionada com a educação, é fundamental para a manutenção do sistema.

Segundo o Ministério da Educação, “o sistema de ensino visa ajudar nossos estudantes a descobrir seus próprios talentos e usá-los ao máximo para conhecer todo seu potencial e desenvolver a paixão por aprender ao longo da vida. Nós construímos os pontos fortes e preparamos a próxima geração de cingapurianos para o futuro”. E essa preocupação com a educação já começa na pré-escola, quando os estudantes devem desenvolver competências básicas, como criatividade e convívio social. 

Aos 6 anos de idade, a criança é matriculada no primário, período que dura 6 anos. Ao final, é submetida ao Primary School Leaving Examination (PSLE ou Exame Final do Ensino Primário, em português). A nota obtida no exame indicará o tipo de escola secundária em que o estudante deverá se matricular, de uma maneira próxima ao método da Alemanha. O aluno poderá entrar em três tipos de escola diferentes: expressa, normal (acadêmica) ou normal (técnica). 

O sistema educacional de Cingapura se destaca também pela grande oferta de diferentes formações. Em uma complexa estrutura, o governo oferece diversos institutos, faculdades e escolas técnicas que preparam os alunos para as áreas de comunicação, economia, engenharia ou ciência, por exemplo. Durante todas as fases, a escola visa preparar o aluno para se tornar uma “pessoa confiante, um cidadão consciente, um aprendiz independente e um colaborador ativo”, como indica o próprio programa do governo. 

Os sistemas educacionais também apresentam suas falhas. No Canadá, a falta de uma unidade completa nacional quanto ao formato da escola pode atrapalhar um aluno em processo de mudança de residência, por exemplo. Na Alemanha, a definição dos caminhos da carreira desde cedo é visto por muitos como uma promoção da desigualdade social; pelo menos é o que aponta uma pesquisa do Institute of Labor Economics, em que 53% das pessoas entrevistadas veem problemas no sistema educacional alemão. Já em Cingapura, o modelo competitivo dos estudantes pode ser responsável por jornadas extenuantes de estudos. 

É importante considerar os aspectos positivos e negativos de cada modelo, procurando aproveitar as principais ideias e pensar em modos de adaptá-las à realidade brasileira, e buscando constantemente a evolução do nosso sistema educacional. 

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