O termo STEM é uma das grandes tendências atuais do setor da educação. Com origem nos Estados Unidos, esse tipo de abordagem já foi defendido até pelo presidente norte-americano Barack Obama, por meio do programa Educate to Innovate, que visava ajudar os alunos a desenvolver habilidades em tecnologia, matemática e ciência. 

Porém, ainda há muitas dúvidas de educadores em relação aos significados da abordagem STEM e das aplicações práticas possíveis dentro da escola. Pensando em te ajudar, nós separamos uma explicação completa sobre o termo. Confira! 

O que é STEM? 

É um acrônimo da língua inglesa formado pelas palavras Science, Technology, Engineering e Mathematics (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática em português). Segundo o verbete sobre o tema do site da Columbia University, o termo STEM foi introduzido primeiramente pela bióloga e pesquisadora Judith A. Ramaley, à época em que era diretora da divisão de Educação e Recursos Humanos da U.S. National Science Foundation (NSF). 

A definição de STEM pode ser descrita como uma abordagem educacional que, por meio de projetos, visa integrar conhecimentos dos quatro diferentes campos que compõem o acrônimo. A bióloga Judith A. Ramaley explica que “no STEM, ciência e matemática servem como suporte para tecnologia e engenharia. Ciência e matemática são essenciais para o entendimento básico do universo, enquanto engenharia e tecnologia são utilizados para as pessoas interagirem com o universo”. O objetivo é instigar a curiosidade dos alunos e incentivar o aprendizado dinâmico. 

Estudo de caso: COC Atibaia 

O COC Atibaia, no estado de São Paulo, é um exemplo de unidade que utiliza a abordagem STEM proposta pela Pearson como um diferencial dentro do bilinguismo. A escola atende alunos desde o ensino infantil até o ensino médio, contando com cerca de mil alunos matriculados. Deste total, cento e quarenta participam do programa de estudos bilíngue.

A partir do 1º ano do ensino fundamental, os alunos das turmas bilíngues recebem o material das atividades em STEM que vem junto com os livros do curso. A cada 15 dias, as 2 horas de aula do curso bilíngue são destinadas ao desenvolvimento de projetos, que vão desde reciclar papel e fazer casinhas para insetos até investigações científicas em relação ao consumo da água, por exemplo. 

Segundo a coordenadora pedagógica, Gisela Beck, “os projetos ajudam os alunos a estudar inglês de um modo aprofundado, vivenciando situações sobre temas diversos e aprendendo o idioma não apenas para viajar ou para se comunicar, mas sim para contar com a compreensão de uma linguagem acadêmica”. 

A coordenadora explica que para minimizar as diferenças de nível de domínio do idioma dentro de sala, o professor precisa simplificar a linguagem e adaptar os exercícios. As próprias turmas costumam contar com os helpers, alunos com uma proficiência maior no inglês que assumem posições de liderança e ajudam os professores e colegas. 

Ao final do projeto (que pode durar o semestre ou o ano todo), os alunos apresentam os resultados em uma feira de ciências que reúne todas as turmas. O evento movimenta a escola e mostra aos pais o trabalho desenvolvido em sala de aula. 

Benefícios do STEM 

Segundo o National Inventors Hall of Fame - instituição norte-americana que visa incentivar a inovação e o empreendedorismo -, a abordagem STEM ensina conceitos matemáticos e científicos para as crianças. “O foco no ‘aprendizado mãos na massa’ em aplicações no mundo real ajuda a desenvolver uma série de habilidades, como criatividade, interação com a tecnologia, liderança e comunicação.” 

Gisela Beck explica que as atividades em STEM ajudam os alunos a vivenciar situações que os dão o conhecimento necessário para desenvolver projetos grandiosos no futuro. “Aqui nascerão os novos cientistas”, diz ela. 

A aplicação de uma abordagem STEM não se restringe ao inglês, mas pode se expandir para qualquer outra disciplina. Segundo Gisela, as atividades permitem uma interação multidisciplinar entre os docentes. “Ao propor o projeto, o professor acaba pesquisando mais a fundo sobre o assunto e procurando os educadores de matemática ou física, por exemplo, para desenvolverem os exercícios em parceria”, explica a coordenadora. 

Dicas para a implantação 

Gisela também salienta que “é preciso preparar a equipe primeiro. Implemente o sistema e tenha a certeza de que isso traz motivação para o aluno e para os professores. Por mais que pareça muito difícil, a abordagem é totalmente adaptável e o resultado vale a pena”. 

Segundo a coordenadora, os primeiros passos do uso do STEM podem ser realmente complicados, mas com o tempo a escola consegue acertar no planejamento. “A cada ano aperfeiçoamos o trabalho”, conta Gisela. O importante é que os professores e gestores comprem a ideia e estejam aptos a se esforçar para colocar os projetos em prática. 

O STEM é uma abordagem de ensino que pode ajudar muito a diversificar as aulas da sua escola. É possível propor uma série de atividades para trabalhar conteúdos de ciências, matemática, humanidades e linguagem; tudo depende do planejamento e dos esforços do corpo escolar. A médio e longo prazo, a direção consegue medir os resultados e trabalhar firme para tornar os projetos cada vez mais interessantes para os alunos e professores. 

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