A educação está mudando, e é preciso ficar atento às principais tendências para não oferecer um serviço defasado aos estudantes de todas as idades. Pensando em levantar algumas diferenças entre a escola tradicional e a do futuro, o COC vai apresentar agora as principais mudanças previstas para a maneira de ensinar.

Se você ficou curioso para entender um pouco mais sobre essa discussão, que cresce cada vez mais entre os educadores, fique conosco e confira!

Escola tradicional

Há muitos anos a escola se comporta de uma maneira em que o estudante é colocado como um ouvinte e os professores são os agentes da relação, na qual controlam o que é necessário ser abordado dentro da sala de aula para que os alunos aprendam o conteúdo necessário para alcançar bons resultados em avaliações e vestibulares.

É preciso também compreender como o espaço físico influencia na relação entre aluno, escola, conteúdo e professores. Nas instituições tradicionais, as cadeiras e mesas são colocadas umas atrás das outras, divididas em várias fileiras, e o professor está à frente de todos e em pé, numa posição hierárquica de poder.

Além disso, destaca-se também a metodologia das escolas tradicionais, em que os educadores utilizam os materiais didáticos como fio condutor das aulas, em alguns casos limitando o aprofundamento nos conceitos. Ademais, as disciplinas são independentes e a interdisciplinaridade não tem muito espaço para ser desenvolvida.

Esse sistema de ensino funcionou durante longas décadas, mas hoje em dia é mais comum vê-lo sendo debatido, adaptado ou substituído por novas tendências e novos objetivos das instituições. 

Escola do futuro

Um dos fatores que contribuiu para a mudança na forma de viver, pensar e agir das pessoas foi o desenvolvimento da tecnologia, que facilitou o acesso à informação, modernizou as plataformas de interação e, no caso das escolas, mudou o perfil dos estudantes.

Devido a isso, espera-se das escolas modernas e das futuras uma relação de parceria com os recursos tecnológicos, como a utilização e o incentivo ao uso de ferramentas de pesquisa em aula, o ensino do letramento digital e o oferecimento de opções virtuais de ajuda aos estudantes (videoaulas, plantão de dúvidas, acervo de e-books etc.).

A tendência, que já está sendo aplicada em uma série de escolas Brasil afora, é a de colocar o aluno como agente da própria educação, em que ele tem autonomia para buscar conhecimento e compreende que as suas experiências de vida são importantes e valiosas para compor o seu perfil de estudante. Nesse caso, os professores atuam como tutores e incentivadores das relações interpessoais, que contribuem para o aprendizado de toda a turma.

A escola do futuro também está interessada no desenvolvimento de habilidades importantes para o mercado de trabalho e as relações sociais, como a empatia, a autonomia, a responsabilidade, o pensamento complexo e a capacidade de criar linhas de raciocínio. Por isso, as atividades interdisciplinares e as aulas extracurriculares - como programação, robótica, teatro, música etc. - são tão fundamentais no despertar dessas características nas crianças e adolescentes.

Por fim, os educadores que apoiam a modernização do ensino, defendem a ideia de que o ambiente influencia o aprendizado, por isso, é preciso criar uma sala de aula acolhedora e aconchegante. Nesse sentido, a disposição das mesas e cadeiras pode ser diferente, e as paredes podem ser decoradas com informações interativas, que chamam o aluno para se engajar na busca pelo conhecimento.

Conclusão

Fato é que não existe uma metodologia certa e outra errada, mas é preciso analisar a efetividade daquela que foi escolhida para a sua escola, bem como a relação entre o corpo pedagógico, os alunos, os pais e os objetivos traçados pela instituição no início de cada ano letivo.

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