Ao longo do dia, uma pessoa pode ser colocada em situações que estimulam a expressão de muitas emoções. É por isso que a inteligência emocional é um tema que frequentemente aparece nas discussões no mercado de trabalho, nas relações sociais e na rotina de aprendizado.

Mas como abordar esse tema dentro das escolas? E mais: como auxiliar os seus alunos a desenvolver essa capacidade? É sobre isso que vamos falar no texto de hoje. Fique conosco e confira as nossas dicas!

O que é inteligência emocional?

Esse termo pode parecer difícil de entender, mas, em linhas gerais, ele se refere à capacidade do ser humano de conhecer seus sentimentos, saber denominá-los e usá-los para benefício próprio. 

Ou seja, é um aprendizado de autoconhecimento em que a pessoa identifica suas emoções e aplica essa sabedoria nas relações com o outro e nas inúmeras situações que acontecem diariamente. O desafio, no entanto, é alcançar esse grau de conhecimento. Mas quando esse assunto aparece ainda durante a fase escolar, os jovens aumentam as suas chances de se desenvolverem nesse quesito.

Conversar sobre as emoções

A escola pode ser mais do que um ambiente onde se aprende disciplinas que fazem parte de uma grade curricular. Nela é possível trabalhar uma série de outras habilidades tão importantes quanto o conhecimento das matérias tradicionais, e que contribuem para uma capacitação geral do aluno.

Um dos primeiros passos para desenvolver a inteligência emocional é aprender a falar sobre as emoções e transformar esse assunto em algo comum, sem tabus ou vergonha. Os professores, pedagogos e psicólogos, entre outros profissionais, podem criar uma rotina de conversas com os alunos sobre situações que desencadeiam determinados sentimentos e, através dessas experiências, explicar e nomear aquilo que eles sentem.

É importante destacar que todos têm algo para dizer e ensinar, inclusive os estudantes. Então quem estiver à frente dessa troca de ideias deve ter a mente aberta para também ouvir as diferentes opiniões e compreender que não se deve impor nenhum tipo de pensamento ou conceito, pois essa atitude pode tirar das crianças e adolescentes o interesse em explorar suas emoções.

Promover trabalhos em grupo

De maneira mais prática, os estudantes podem ser colocados diante de diversos sentimentos ao terem que fazer um trabalho em grupo, por exemplo. Pense no tanto de circunstâncias que podem ocorrer nesse cenário: os integrantes do grupo podem ser amigos, podem não se gostar, podem não se conhecer, podem ter um tema interessante para trabalhar ou podem não gostar do tópico escolhido etc.

Agora visualize a quantidade de sentimentos que um simples trabalho em grupo pode causar: felicidade e alegria por trabalhar com um amigo, ira e descontentamento ao lidar com um colega de que não se gosta, curiosidade para se relacionar com alguém que não é próximo, ansiedade para cumprir todas as demandas, medo de apresentar o resultado final etc.

Colocando a mão na massa, os seus alunos aprenderão que um único contexto pode gerar uma série de emoções. Mas como a sua escola oferece o desenvolvimento da inteligência emocional, eles saberão lidar com as sensações e tirar o melhor proveito disso.

Oferecer atividades extracurriculares

As atividades extracurriculares são muito benéficas para os seus alunos por uma série de fatores, entre eles a possibilidade de trabalhar de forma mais leve a inteligência emocional deles.

Aulas como as de teatro, música, dança, esportes, artes e tantas outras são capazes de extrair dos estudantes reações puras e totalmente emocionais. Imagine um aluno que gosta de jogar futebol, mas durante o jogo se descontrola facilmente, comete faltas e se precipita na tomada de decisões. O professor pode trabalhar de onde vem esse desequilíbrio e como fazer isso ser convertido em concentração e foco.

Ou outro estudante que não consegue expressar as suas emoções, mas através da pintura demonstra todas elas. Nesse caso, um professor pode ajudar a compreender quais são os sentimentos que afloram quando esse artista está diante de uma tela em branco e, assim, dar mais embasamento para que esse aluno use sua inteligência emocional para pintar.

Conclusão

Esse conceito pode ser trabalhado em diversas frentes, e se os professores da sua escola, junto com os pedagogos e psicólogos, estiverem atentos a isso, os estudantes podem praticá-lo em qualquer situação em que forem colocados, pois a partir do momento que eles compreendem o que esse conceito significa, a prática se torna cada vez mais natural.

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