A compra dos materiais escolares é um momento de expectativa para pais e alunos. Enquanto os adultos assistem a reportagens com dicas para economizar e pesquisam preços, os pequenos se animam para adquirir os produtos com seus personagens prediletos do cinema e da TV. Para a escola, a elaboração da famosa lista de materiais também é um momento de muito estudo, já que é preciso fazer escolhas que atendam às propostas educacionais e sejam adequadas à realidade socioeconômica dos alunos. Confira nossas dicas! 

Adequação ao planejamento 

Os materiais da lista precisam ter uma utilização pedagógica e atender às demandas dos professores em sala de aula, já que, segundo o próprio Ministério da Educação, “visam à estimulação do aluno e à sua aproximação do conteúdo.” A cartilha para educadores do Ministério exemplifica que, “o uso de mapas e globos para o ensino da geografia, por exemplo, não é mera ilustração dos pontos geográficos em estudo, mas uma estratégia de ensino, cujo objetivo é favorecer o processo de significação daquilo que está sendo exposto, aproximando o aluno do conteúdo da aula e dos livros.”

Os objetivos das aulas, por sua vez, precisam se adequar ao projeto político-pedagógico da instituição, documento base para a orientação do ensino e a tomada de decisões da escola. Portanto, é fundamental, durante a elaboração da lista, envolver professores, diretores, coordenadores pedagógicos e outros profissionais responsáveis pela manutenção do foco educacional da unidade. 

Atenção à legislação 

A Constituição brasileira possui uma série de artigos para regulamentar a atuação das escolas pelo país. O 1º da lei n° 12.886, assinada pela então presidente Dilma Rousseff em 2013, prevê que “será nula cláusula contratual que obrigue o contratante ao pagamento adicional ou ao fornecimento de qualquer material escolar de uso coletivo dos estudantes ou da instituição, necessário à prestação dos serviços educacionais contratados, devendo os custos correspondentes ser sempre considerados nos cálculos do valor das anuidades ou das semestralidades escolares.” 

O governo do Brasil também proíbe a solicitação de cerca de 60 materiais, como álcool, balões, canetas para lousa, CDs, fitas adesivas, fitas decorativas, giz branco, jogos em geral, grampeador, isopor, pincéis para quadro e talheres descartáveis. A escola pode solicitar a lista completa e conferir as proibições no Procon da cidade. 

Análise socioeconômica dos alunos 

Como para diversos outros processos do dia a dia, é fundamental que a escola conheça o seu público. Exigir uma lista grande demais pode não condizer com o perfil socioeconômico dos alunos; ao mesmo tempo, uma maior renda média dos matriculados pode permitir uma flexibilização maior dos itens. Diretores e coordenadores podem fazer pesquisas de mercado para definir um valor base para a seleção e fundamentar suas escolhas a partir das condições do próprio público. 

Comunicação aos pais

Além da curadoria dos itens da lista, é fundamental que a escola atente-se também à maneira de comunicá-la aos pais. Para isso, é importante enviá-la com antecedência, até mesmo nas últimas reuniões do ano anterior, por exemplo. Procure também disponibilizá-la no portal on-line da instituição. Os feedbacks e reclamações dos pais podem servir muito para a elaboração das próximas listas. 

Os materiais da lista são muito importantes para o desenvolvimento pedagógico dos alunos. Por isso, vale a pena seguir as dicas e planejar com cuidado a elaboração da mesma, visando a atender às necessidades da escola e se adequar ao poder econômico das famílias. 

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