A Base Nacional Comum Curricular (BNCC), documento responsável por definir as habilidades e competências que serão exigidas dos estudantes do ensino médio, foi aprovada em 4 de dezembro de 2018 pelo Conselho Nacional de Educação (CNE), órgão que assessora o Ministério da Educação. Assim, as diretrizes desse documento orientam o que as escolas públicas e privadas de todo o país deverão ensinar aos seus alunos entre 15 e 17 anos matriculados no ensino médio no Brasil.

A nova proposta para o ensino médio é também uma tentativa de solucionar o que é considerado um dos maiores gargalos da educação brasileira. De acordo com dados divulgados pela Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) de 2017, apenas 5% dos estudantes matriculados no terceiro ano do ensino médio possuem os conhecimentos adequados de língua portuguesa, e no caso da disciplina de matemática, os números chegam a apenas 7%.

Nesse sentido, o que propõe a BNCC e quais são as mudanças que ela traz para o dia a dia dos estudantes brasileiros? Para ajudar você a sanar todas as suas dúvidas, nós organizamos um apanhado com as informações mais importantes sobre o tema. Confira!

O que é a BNCC?

A Base Nacional Comum Curricular é responsável por estabelecer quais as habilidades que poderão ser exigidas dos estudantes ao longo do ensino médio no país. No entanto, o texto não lista quais os conteúdos que devem ser ministrados em sala de aula durante os três anos de curso.

Maior flexibilidade

A nova BNCC prevê algumas alterações na estrutura do ensino médio, já que a sua principal característica é a flexibilidade que ela garantiria aos currículos brasileiros, que será agora dividido em duas cargas horárias.

A primeira carga horária é a base comum. Ela irá ocupar 1.800 horas de ensino, o correspondente a 60% do período total do ensino médio. Aqui, apenas o ensino da língua portuguesa e de matemática serão considerados obrigatórios e deverão estar presentes ao longo dos três anos do ensino médio. As demais disciplinas tradicionais - como história, biologia, física e geografia, por exemplo - serão ensinadas de maneira articulada, ou seja, serão ministradas como conteúdos interdisciplinares e de acordo com as grandes áreas de conhecimento (veja abaixo).

Além disso, a BNCC permite que tais áreas de conhecimento sejam divididas entre os três anos do ensino médio da maneira que cada instituição de ensino julgar coerente. Uma área, por exemplo, poderá ser estudada ao longo de um, dois ou três anos.

Já a segunda carga horária do ensino médio corresponde a 40% do tempo de ensino, ou seja, 1.200 horas. Nesse caso, o estudante poderá escolher entre os itinerários formativos, os quais são baseados em cinco grandes áreas do conhecimento:

  • Linguagens e suas tecnologias
  • Matemática e suas tecnologias
  • Ciências da natureza e suas tecnologias
  • Ciências humanas e sociais aplicadas
  • Formação técnica e profissional

Essa nova estrutura permitiria, portanto, que o aluno organizasse o seu currículo de acordo com as cargas horárias mínimas e máximas correspondentes às disciplinas, garantindo maior ênfase ao aprendizado das áreas com as quais se identifica. Segundo a BNCC, esse modelo “valoriza o protagonismo juvenil, uma vez que prevê a oferta de variados itinerários formativos para atender à multiplicidade de interesses dos estudantes”.

Diluição das disciplinas

Além da estrutura de ensino, a divisão entre as disciplinas obrigatórias do ensino médio também sofrerá algumas modificações. O texto da BNCC defende a necessidade de “romper com a centralidade das disciplinas nos currículos”, ou seja, pontua a importância de não mais trabalhar os conhecimentos de maneira independente.

Por isso, conteúdos serão apresentados a partir da união entre os temas de disciplinas diversas, explorando suas correlações também com o mundo real. O documento ressalta ainda que essas mudanças não significam a exclusão das disciplinas e suas especificidades, mas sim um novo olhar para a abordagem de suas correlações e suas contextualizações.

Como estratégia para tal integração, o texto defende a realização de atividades como laboratórios, grupos de estudos, observatórios, oficinas e clubes diversos, por exemplo.

Você sabia?


Antes da nova BNCC, o Brasil não possuía um currículo nacional obrigatório. Por lei, as únicas disciplinas consideradas necessárias ao longo do ensino médio eram português, matemática, artes, educação física, filosofia e sociologia.


Quando a BNCC entrará em vigor?

As redes de ensino e as próprias escolas serão as grandes responsáveis por definir a maneira como seus currículos e novas propostas pedagógicas serão organizadas de acordo com as mudanças da BNCC. Segundo o texto, cada escola deve oferecer ao menos dois itinerários diferentes para seus alunos. Para isso, o Ministério da Educação irá elaborar um documento com recomendações sobre o tema ainda nos primeiros meses de 2019.

As mudanças na grade curricular das instituições devem, também, ser implementadas de acordo com a realidade e especificidade de cada estado. A previsão é de que a nova BNCC seja realidade já no primeiro semestre letivo de 2022.

E você? Acredita que a BNCC irá trazer muitas mudanças positivas aos alunos do ensino médio? Conta pra gente a sua opinião nos comentários!

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