Hoje em dia, as escolas também precisam estar preparadas para aprender e evoluir com seus métodos de ensino. Graças às crescentes mudanças trazidas pela tecnologia, por exemplo, há uma série de atitudes que podem  ser questionadas e outras que podem ser implantadas no ambiente escolar. Com isso, o objetivo é pensar em sistemas de educação que atendam e atraiam os jovens de maneira mais assertiva e eficaz.

Lutar contra o uso da tecnologia

A presença da tecnologia é, por vezes , rejeitada em muitas instituições de ensino. Isso resulta em medidas proibitivas, como o cerceamento completo do uso dos smartphones em sala de aula, por exemplo.

Porém, a relação dos jovens com a tecnologia já é estreita demais para ser ignorada e, por isso, cabe às escolas encontrar meios de utilizar a internet e os equipamentos tecnológicos como acessórios do aprendizado. Nem por isso deve-se permitir o uso indiscriminado dos aparelhos, mas deixar o celular da porta para fora do ambiente escolar pode contribuir para posicionar a instituição passos atrás da realidade dos alunos.  

Falta de fomentação do debate em sala de aula

O modelo de aula expositiva, em que o professor é colocado como o distribuidor do conhecimento e os alunos são vistos apenas como receptores do conteúdo, tem sido questionado. Especialistas defendem que esse formato reduz o potencial de troca de experiências em sala de aula, enquanto os próprios alunos poderiam contribuir apresentando seus pontos de vista e suas próprias vivências para enriquecer o momento do aprendizado.

Por isso, o melhor caminho é a adoção de metodologias que prezem também pelo debate entre os jovens, principalmente durante as aulas das disciplinas que dão um espaço maior para isso, como é o caso dos conteúdos de geografia, filosofia e história.

Prender-se a um mesmo modelo de aula

A necessidade de cumprir todo o programa curricular, somada a uma visão tradicional da educação, pode contribuir para aumentar o desinteresse dos alunos pelos estudos. É preciso pensar também em métodos que escapem da exposição do conteúdo em sala de aula e procurem despertar o interesse dos jovens, como por meio de atividades interativas.  

Visitas guiadas a museus e a laboratórios de química, trabalhos práticos de experimentação e aulas apoiadas pelo uso da tecnologia são exemplos de recursos que podem ser utilizados para diversificar as aulas e engajar os estudantes.

Divisão completa dos conteúdos

A separação dos conteúdos nas tradicionais áreas de conhecimento funciona bem para o planejamento escolar e para a elaboração de uma grade curricular baseada no trabalho de competências. Porém, a tendência atual, inclusive dos vestibulares, é a cobrança de conhecimentos multidisciplinares e integrados.

É recomendável que as disciplinas dialoguem entre si, procurando oferecer aulas que misturem os assuntos, como o estudo de biocombustíveis com relações internacionais entre os países, por exemplo. Assim, é possível formar estudantes capazes de ligar diferentes temas e produzir análises mais complexas e mais críticas sobre diversas situações-problema.

Não investir no ensino bilíngue

É comum que algumas instituições de ensino tratem o inglês apenas como uma disciplina para os vestibulares, focando em um estudo gramatical e interpretativo orientado para as provas. Nesses casos, falta uma preocupação em ensinar o idioma de fato, procurando trabalhar todas as competências da fala, da escrita e da compreensão dos discursos.

A tendência em educação, porém, é apostar em uma formação bilíngue, integrando o inglês à rotina diária das aulas e criando programas de intercâmbio para os estudantes. Com isso, além dos jovens saírem do ensino médio fluentes no idioma, acontece também uma troca cultural que contribuirá para o seu background educacional e para o desenvolvimento de inúmeras competências, como a empatia, o raciocínio lógico e a criatividade.  

Focar apenas no desenvolvimento intelectual

Geralmente, o modelo escolar é muito focado no ensino das disciplinas presentes na base curricular nacional, como matemática, história e física.  É claro que o cumprimento do programa é algo essencial para a formação acadêmica dos alunos, porém as escolas podem ir além e pensar também no desenvolvimento pessoal dos jovens.

O oferecimento de orientação vocacional e psicológica, bem como o estudo de temas relacionados a economia, cidadania e sustentabilidade também podem fazer parte da escola. Isso não deve tomar espaço da grade curricular, mas sim funcionar como atividades extras aos horários de aula.

Não trabalhar com os alunos individualmente

Uma sala de aula com 40 alunos é um local plural demais para focar apenas em um método coletivo de ensino. Por mais que os alunos compartilhem perfis semelhantes, a escola deve levar em conta que existem grandes diferenças entre os jovens, principalmente quando relacionadas às suas características pessoais ou em relação a eventuais dificuldades de aprendizado.

É preciso pensar no desenvolvimento de sistemas capazes de atender os alunos de maneira individual, criando momentos de estudo mais dinâmicos e atenciosos. Essa é, inclusive, uma das tendências para as escolas no futuro, e você pode conferir mais sobre isso no conteúdo que preparamos:

Como será a escola do futuro?

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