A inclusão de alunos com deficiência na vida escolar é um tema já amplamente discutido, mas que ainda gera grandes debates. Afinal, para incluir todos os estudantes, as instituições devem realizar mudanças significativas em seu espaço físico, além das adaptações necessárias no quesito pedagógico. No entanto, a inclusão é um dos caminhos fundamentais para uma sociedade mais justa.

O que é educação inclusiva?

Em primeiro lugar, é preciso entender o que é a educação inclusiva e quais os aspectos relacionados a esse conceito. Diferente da educação especial, em que as escolas têm como público-alvo os estudantes com deficiência, a educação inclusiva propõe que o processo de aprendizado de pessoas portadoras de algum tipo de deficiência seja feito no mesmo ambiente em que estudam os alunos sem deficiência.

Por isso, para a realização da educação inclusiva, é necessário preparar e capacitar o corpo pedagógico. Dessa forma, as atividades serão desenvolvidas de modo a agregar todos os alunos, ou seja, de maneira acessível. Além disso, é importante dispor de agentes de saúde com treinamento adequado, caso haja algum tipo de emergência. 

Deve haver também uma movimentação para conscientizar toda a comunidade escolar sobre os preconceitos que as pessoas com deficiência ainda sofrem, sobre a importância da inclusão e até sobre a linguagem correta em relação às deficiências, bem como demais questões que ajudem a melhorar a acessibilidade e a convivência.

Pensando nisso, vamos te ajudar a entender quatro alterações que a sua escola precisa concretizar para incluir pessoas com deficiência. Acompanhe!

1 - Mudanças no ambiente escolar

Para garantir que a sua instituição seja inclusiva, é preciso primeiro entender que existem diferentes tipos de deficiências e que cada uma delas requer uma adaptação na infraestrutura da sua escola. Entre as mudanças, por exemplo, estão a implantação de piso tátil em todas as áreas, portas e corredores com largura suficiente para a passagem de uma cadeira de rodas, rampas ou elevadores ao lado das escadas, adaptações nos tamanhos dos banheiros e refeitórios, além de mesas e cadeiras confortáveis e em diferentes alturas para acomodar todos os estudantes nas salas de aulas.

2 - Adaptação do material didático

O material didático usado pela escola também deverá passar por adaptações. Os sistemas de ensino podem disponibilizar as versões dos livros em braile, em formato ampliado, ou como audiobook, por exemplo, para que os estudantes com deficiência visual consigam ter acesso ao mesmo conteúdo que os demais alunos.

3 - Treinamento da equipe pedagógica

A equipe pedagógica precisa ser capacitada para trabalhar em uma escola inclusiva, pois as demandas e necessidades do dia a dia podem exigir treinamentos específicos. Por isso, diretores, coordenadores e professores devem receber o auxílio de psicólogos, psicopedagogos, terapeutas e fisioterapeutas para o desenvolvimento de estratégias inclusivas. Além disso, o corpo docente pode contar com esses profissionais para a elaboração de campanhas de inclusão, palestras e demais atividades para a comunidade escolar.

Por fim, esse trabalho em conjunto com profissionais da saúde é importante para verificar se os professores estão integrando todos os alunos nas atividades, se há alguma dificuldade por parte dos estudantes e onde a escola pode melhorar para ser ainda mais inclusiva. 

4 - Relação pais e escola

Para que o trabalho da escola seja feito de modo eficaz e vantajoso para todos os estudantes, a relação com os pais precisa ser próxima e honesta. E isso é ainda mais primordial em uma instituição inclusiva. Por isso, converse frequentemente com os pais dos alunos, faça atualizações sobre o cotidiano dos estudantes na escola e crie relatórios de desempenho. Mostre, ainda, que a escola está de portas abertas para abraçar todos os estudantes, com ou sem deficiências. Essa relação de confiança, principalmente para os pais dos alunos com deficiência, é de extrema importância. 

Os desafios que envolvem a inclusão de pessoas com deficiência no mundo da educação ainda são grandes. Mas os benefícios para os alunos e para a sociedade são indiscutíveis. Portanto, esse momento de reflexão nas instituições de ensino é fundamental para mudar o cenário de preconceito que ainda existe no Brasil.

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