Entender sobre literatura é também entender sobre cultura. Os traços de uma nação são herdados, por exemplo, através de sua história e arte. Para se aprofundar em um conteúdo tão importante e tão cobrado nos vestibulares, trouxemos características de uma das escolas literárias mais importantes: o romantismo.

A escola romântica teve seu início na Europa no século XVIII. Duas características comuns nos diferentes lugares que incorporaram o romantismo à cultura são individualismo e nacionalismo.

Gerações

Herdado da cultura europeia, o romantismo no Brasil ganhou grande força a partir do final do século XVII, com autores como Gonçalves de Magalhães e sua obra Suspiros Poéticos e Saudades. O romantismo passou pela ideologia de construção de identidade nacional, a procura pelas profundezas individuais e o desejo de renovação da sociedade brasileira, construindo dessa forma as três gerações românticas dessa escola literária.

Primeira geração

A primeira geração romântica no Brasil é conhecida por nacionalista indianista. A necessidade de romper os padrões e laços estabelecidos com Portugal foi o que deu maior força ao romantismo no país. A onda de valorização da terra, dos índios e de todos os aspectos que moldavam o Brasil foram grandes influenciadores da primeira geração. Pode-se dizer que o romantismo começou como uma onda política e social de culto à natureza e às características nacionais. Há grande enaltecimento do país nas obras românticas da primeira geração. Autores que marcam essa fase são Gonçalves Dias e José de Alencar.

As principais características dessa geração são o nacionalismo, o indianismo, a busca pela liberdade, o sentimentalismo e as abordagens religiosas. O contexto histórico que marcou essa geração foi a proclamação da independência. O romantismo trabalha a formação da identidade através do histórico nacional.

Segunda geração

Também conhecida como ultrarromântica, a segunda geração foi fortemente influenciada pelas obras de Lord Byron. Essa fase foi marcada por características como o pessimismo, o egocentrismo, a melancolia, a exaltação da morte, a idealização da infância e o sentimentalismo, todos caminhando para o sentido de fuga da realidade, um dos maiores pilares do romantismo. Autores que fazem parte dessa geração são Álvares de Azevedo e Casimiro de Abreu.

Terceira geração

A terceira geração, ou geração condoreira, é baseada em grandes debates sociais e políticos da época. O contexto social e histórico da busca pelo fim da monarquia e o movimento abolicionista brasileiro fizeram com que essa geração ganhasse as características pelas quais é reconhecida. Também é chamada de “condoreira”, pois remete à ave que busca a liberdade de que o Brasil necessitaria, uma espécie de renovação dos ideais brasileiros.

O condoreirismo, por exemplo, resgata a imagem do negro como parte da cultura e história brasileira. É uma crítica à primeira geração. A terceira geração possui algumas características, como a poesia social, que já mostra alguns pontos que preparam para a próxima escola literária, o realismo. Um dos principais autores dessa geração foi Castro Alves.

Principais características

Oposição ao clássico

O romantismo busca a ruptura com os modelos clássicos. Um dos principais aspectos que apoiam essa busca nas obras românticas é a forma livre (versos brancos) e menor preocupação com a métrica. Tanto na literatura quanto na arte, essa escola literária não segue padrões estruturais ou modelos.

Pessimismo

Um dos traços mais marcantes das obras românticas é o pessimismo. A insatisfação com a realidade e o tédio pela vida supervalorizaram aspectos como a morte e a tristeza. Um dos autores mais conhecidos pelo pessimismo é Lord Byron, autor que ajudou a apelidar a segunda geração romântica como “mal do século” e acompanhou também as gerações do romantismo no Brasil.

Crítica social e liberdade de expressão

Teve influência da Revolução Francesa e seus ideais. O desencanto com a realidade fez com que a literatura e a arte em geral criassem um sentimento “utópico” sobre as coisas pela vontade de fugir da realidade. Grande parte dos artistas da época faziam críticas sociais ao que estava acontecendo, principalmente após a Revolução Industrial.

Sentimentalismo

Assim como o próprio nome diz, o romantismo explora a busca pela expressão sentimental. Grande parte das obras são baseadas no impulso dos sentidos, ou seja, em sentimentos, como nostalgia, saudade, tristeza e desilusão.

Nacionalismo

Tanto no romantismo europeu quanto no brasileiro, o aspecto nacionalista foi muito marcante para esse movimento. O passado histórico das nações tornaram o período romântico uma espécie de expressão de todas as transformações sociais e econômicas vigentes na época. Todas essas mudanças influenciaram na criação de um novo perfil nacional, independentemente de lugar, e isso pode ser desenvolvido por meio das obras românticas.

Subjetividade

O romantismo ajudou artistas a transgredir os padrões clássicos e, através de suas obras, expressar a realidade individual que existia dentro de si. As obras românticas são tratadas de forma pessoal, seguindo a fantasia presente em cada um. A partir disso, o conteúdo torna-se subjetivo, pois adapta-se ao que cada um dos autores sente e pensa, sem seguir um padrão social preestabelecido. Há a examinação dos próprios sentimentos.

Individualismo

Ligado à subjetividade, o individualismo é muito presente nessa escola literária. A cultivação do “eu” interior marca uma atitude narcisista. Há grande conflito entre o mundo interior, ou seja, o sentimentalismo individual, e o mundo exterior, relativo ao que acontece no contexto social e político.

Assuntos como as escolas literárias são dinâmicos e extremamente úteis para os processos seletivos. Esteja atento aos principais exercícios cobrados nos vestibulares e prepare-se para eles.

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