Você sabia que as graphic novels, romances cujas histórias são produzidas no formato de quadrinhos, podem ajudar você a complementar seus estudos e a se preparar para o vestibular? Muitos títulos trazem abordagens pautadas em relatos reais, com visões concretas de pessoas ou personagens que viveram acontecimentos históricos importantes - e em alguns casos, também chocantes. Por isso, nós organizamos uma lista de títulos de histórias em quadrinhos para você ampliar sua bagagem cultural e experimentar um novo gênero literário. Anote aí! 

Maus, Art Spiegelman 

O holocausto e a luta pela sobrevivência durante a repressão alemã

(Divulgação/Via Amazom.com)

Única história em quadrinhos a ser premiada com um Pulitzer, Maus narra as recordações e os relatos de Vladek Spiegelman, judeu que viveu o medo durante a invasão nazista à Polônia, na Segunda Guerra Mundial. O sobrenome do protagonista - igual ao do autor da obra - não é mera coincidência. No livro, Art ilustra as memórias do pai, e faz desta uma história dentro de outra história. 

Enquanto Vladek conta como foi fugir das forças repressoras e os seus dias como prisioneiro em Auschwitz, um dos maiores campos de concentração nazistas, conhecemos também a relação entre pai e filho, e porque a personalidade de Vladek é tão dura, ranzinza e mesquinha. Além de um enredo intenso sobre a luta pela sobrevivência, a obra traz uma releitura subjetiva interessante. Art transforma os personagens da narrativa em figuras antropomórficas: os judeus tornam-se ratos, enquanto os alemães são gatos. 

Persépolis, Marjane Satrapi

A influência do extremismo em países do Oriente Médio

(Divulgação/Via Amazon.com)

Em Persépolis, Marjane Satrapi escreve e ilustra como foi crescer no regime xiita, vertente islâmica que oprimiu os persas no Irã. A autora parte da sua infância, nos anos 80, e conta ao leitor as suas impressões de uma criança que, apesar de criada por uma família moderna e politizada, se viu diante de um momento tenso e violento em seu país. 

No livro, entendemos como a sua família a incentivou a ir para a Europa durante sua adolescência - e por que os anos que passou lá foram conturbados. Satrapi narra como foi voltar à sua cidade natal já adulta, com posicionamento político formado e reencontrando-se com a sua cultura. Hoje, Persépolis é considerado um dos maiores títulos autobiográficos da história contemporânea dos quadrinhos.

Gen: Pés Descalços, Keiji Nakazawa

Bombardeio a Hiroshima, no final da Segunda Guerra Mundial

(Divulgação/Via Amazon.com)

Em 6 de agosto de 1945, a cidade de Hiroshima sofreu um bombardeio nuclear. Aos sete anos de idade, Nakazawa perdeu seu pai e dois irmãos, e se salvou da explosão apenas porque o muro de sua escola o protegeu. Após a morte natural de sua mãe, anos mais tarde, o jovem desenhista decidiu compartilhar as suas memórias, e as transformou em uma história em quadrinhos.

A obra é considerada a narrativa ilustrada mais representativa sobre o tema, e os títulos da série foram traduzidos para mais de dez idiomas. Próximo ao tom de autobiografia, Nakazawa também traz seu posicionamento político para a história. É possível perceber o forte tom antibelicista, bem como as suas críticas à crescente militarização do seu país e de outras nações pouco antes do episódio que marcou a sua vida. 

Era a Guerra das Trincheiras, Tardi

A Primeira Guerra Mundial e a realidade nas trincheiras

(Divulgação/Via Amazon.com)

Densas e consideradas desconfortáveis por alguns leitores, as páginas de Era a Guerra das Trincheiras, do francês Tardi, trazem a situação brutal e desumana vivenciada pelos soldados nos campos de batalha da Primeira Guerra Mundial, entre os anos de 1914 e 1918. Com a obra, o autor afirma que seu principal objetivo é exatamente esse: revelar a degradação humana que há por trás dos grandes conflitos armados. 

Originalmente publicada em partes, a graphic novel é uma homenagem ao avô de Tardi, que lutou na Primeira Guerra. No prefácio, o autor deixa claro que não está comprometido com vertentes históricas, mas sim em dialogar com dados, fatos e narrar relatos daqueles que lutaram no conflito. A cada capítulo, um novo personagem conta a história e, em comum, todos dividem o medo. 

Fax de Sarajevo, Joe Kubert

Cerco a Sarajevo e a Guerra da Bósnia, conflito mais sangrento da Europa desde a Segunda Guerra

(Divulgação/Via Amazon.com)

No ano de 1992, o cerco à capital Sarajevo deu início à Guerra da Bósnia. Sob o controle dos sérvios, os bósnios se viram presos em uma cidade na qual até mesmo sair de casa poderia significar a morte; afinal, os comboios sérvios impediam a fuga da população, enquanto o exército realizava sua “limpeza étnica”. 

É nessa dinâmica política tensa e conturbada que o editor de histórias em quadrinhos Ervin Rustemagić encontra esperanças para pedir ajuda ao mundo externo. Buscando comunicar aos seus amigos e colegas de trabalho de todos os cantos do mundo os horrores que vivia com sua família, Ervin começou a enviar desenhos e textos a eles sobre sua realidade através de um aparelho de fax. Muitas dessas mensagens foram recebidas por seu amigo pessoal, o norte-americano Joe Kubert, quem reuniu o material e desenhou os horrores que o ilustrador bósnio-muçulmano e sua família vivenciaram. 

E aí, de qual HQ você mais gostou? :) Conta pra gente nos comentários! É importante frisar que os quadrinhos que citamos não substituem os seus estudos sobre os temas abordados em cada um deles, OK? No entanto, esses livros podem se transformar em uma ferramenta interessante para que você amplie a sua bagagem cultural e conheça as vivências e opiniões diversas daqueles que fizeram parte de acontecimentos marcantes para a história. 

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