As festas juninas têm sua origem nas festividades do solstício de verão praticadas na Europa. Entre os dias 21 e 22 de junho, o hemisfério norte tem o dia mais longo e a noite mais curta do ano. Para muitos povos, como os celtas, a data era usada para a prática de rituais de celebração da fertilidade.

Como explica o portal on-line do governo brasileiro, as festividades juninas foram incorporadas pelo calendário católico, celebrando os dias de três santos no mês: Santo Antônio (13), São João (24) e São Pedro (29). A tradição de comemorar as festas juninas chegou ao Brasil por meio dos portugueses e ganhou elementos das culturas indígena e africana, principalmente nos pratos típicos.

Conheça um pouco mais sobre essa expressão cultural tão importante para os brasileiros!

Tradições juninas

Segundo o site do governo do Brasil, os elementos tradicionais das festas juninas têm origem no imaginário religioso e no contexto sociocultural do país. A fogueira remete a crenças católicas sobre o nascimento de São João Batista; a quadrilha faz referência a uma dança da elite francesa chamada quadrille; as roupas retratam o arquétipo do “caipira”, criado principalmente no século XX e reforçado por personagens famosos, como o Jeca Tatu; e os pratos típicos se baseiam em alimentos tradicionais indígenas, como o milho, a mandioca e o amendoim.

O cenário de barraquinhas com comidas, como paçoca, curau e bolo de milho, bandeirinhas penduradas e forró ou sertanejo tocando ao fundo é comum em todo o país. Porém, cada região ilustra sua própria cultura nas festividades, como demonstramos nos itens a seguir!

Norte

Imagem: Desfile do boi Caprichoso, 2018. Fonte: Folha de S. Paulo.

Na região Norte você encontra as barraquinhas com comidas típicas, principalmente feitas com mandioca. Porém, no estado do Amazonas, uma festa no fim de junho “ofusca” as comemorações juninas: o Festival de Parintins, realizado na cidade homônima. No Norte, o sertanejo e o forró são substituídos pelo ritmo do boi-bumbá, e o desfile competitivo dos bois Caprichoso (representado pela cor azul) e Garantido (cor vermelha) cria uma rivalidade do nível dos maiores clássicos de futebol do país!

Nordeste

Imagem: Foto do Parque do Povo em Campina Grande (PB), o “Maior São João do Mundo”. Fonte: G1

O Nordeste reúne algumas das maiores festas juninas do país, com destaque para os municípios de Caruaru (PE) e Campina Grande (PB). Segundo o portal do Ministério do Turismo, a edição de 2019 na cidade paraibana contará com 31 dias de festa e espera um público de 3 milhões de visitantes. O ritmo da festança é embalado principalmente pelas canções de Luiz Gonzaga. Os eventos também contam com shows de cantores sertanejos e outros ritmos em destaque no cenário nacional.

Centro-Oeste

Imagem: Foto do “Banho de São João”. Fonte: Ministério do Turismo/Prefeitura de Corumbá.

Além das tradições presentes em outros estados da federação - como os pratos típicos e a dança -, no Centro-Oeste é possível perceber a influência dos países fronteiriços nas festas juninas. A música é embalada também pela polca paraguaia e pelas violas de cocho bolivianas, e a culinária ganha o acréscimo da sopa paraguaia, uma espécie de bolo de milho salgado. Na cidade de Corumbá, no Mato Grosso do Sul, ocorre o tradicional “Banho de São João”, quando na noite de 24 de junho, fiéis se deslocam até o rio Paraguai para “banhar” imagens dos santos, pedindo bênçãos e proteção.

Sudeste

Imagem: Foto das comemorações em Belo Horizonte. Fonte: Secretaria de Turismo do Estado de Minas Gerais.

Nos estados do Sudeste, as festas juninas também são chamadas de “quermesses”. Além das comidas típicas feitas a partir do milho e do amendoim, ainda incorporam outros alimentos, como pizza, pastel e cachorro-quente. Há barracas com brincadeiras, como argolas e pescaria, por exemplo. A música principal é o sertanejo, seguido do forró. A dança encena a quadrilha e o “casamento caipira”, com roupas e trejeitos baseados no imaginário interiorano, principalmente dos estados de Minas Gerais e São Paulo. As festas costumam ser promovidas por escolas, igrejas e outras instituições, tanto com o objetivo de arrecadar fundos quanto para reunir a comunidade.

Sul

Imagem: Foto da festa junina em Santa Maria, RS. Fonte: Prefeitura de Santa Maria, RS.

A região Sul também adapta a festa junina à sua própria cultura ao complementar os trajes com botas, bombachas, lenços e vestidos de prenda. A música e a dança ganham o ritmo do vanerão, estilo musical comum nos estados do Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina. O pinhão, semente comum  nessa parte do Brasil, enche as mesas das festividades junto com o churrasco.

A festa junina é uma das maiores expressões culturais do Brasil, perdendo somente para o Carnaval, como cita o Ministério do Turismo. As comemorações movimentam as cidades e as comunidades em todo o país.

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