Os maias são considerados uma das primeiras civilizações mesoamericanas e uma das maiores sociedades que habitaram a América pré-colombiana. Uma das teorias sobre o estabelecimento da civilização maia é o assentamento de tribos nômades na região de planícies do sul do México, no mesmo período do surgimento da civilização olmeca. Porém, ainda hoje, não se sabe exatamente quais eram as relações entre uma civilização e outra, já que os costumes e as características arquitetônicas desses grupos sociais tinham muitas semelhanças. Quer conhecer mais sobre os maias? Acompanhe o texto!

Períodos da civilização maia

Pré-Clássico (800 a.C. a 300 d.C.): esse período é caracterizado pela existência de vilas rurais simples e sem muitos destaques da arquitetura, quando comparado ao período Clássico.

Clássico (250 d.C. a 900 d.C.): momento em que os maias ocupam do sul do México até o norte da Nicarágua, considerado o auge da civilização. Expressões artísticas e intelectuais, inscrições hieroglíficas e cerâmica policrômica estavam presentes. Centros urbanos focados na agricultura apareceram, assim como palácios e templos. 

Colapso do período Clássico: entre os séculos sete e nove, as terras do domínio maia entraram em colapso e houve o esvaziamento das cidades. Há duas teorias para esse declínio: a ecológica e a não ecológica. A ecológica diz que, conforme a população crescia, o império maia decaia devido à falta de recursos naturais e de um longo período de seca. Já a teoria não ecológica, sugere que invasões estrangeiras, revoltas, perda de rotas comerciais e superpopulação foram possíveis motivos para a decadência dos maias nesse período. 

Pós-Clássico (900 d.C. a 1520 d.C.): do século cinco ao quatorze, o Pós-Clássico é também o período de decadência cultural e artística da civilização maia. No norte da Península de Iucatã, o Império Maia se dissolveu com pequenos agrupamentos de pessoas unindo-se a outras cidades-estados. Em certos locais, há indícios de conflitos.

Política e sociedade 

O povo maia organizava-se em cidades-estados que, com as aldeias, formavam unidades políticas com graus próprios de desenvolvimento. Esses locais eram estruturados de forma teocrática hereditária e governados por um chefe político e religioso. Esses chefes eram considerados representantes dos deuses e guerreiros, assim como a elite ao redor, formada pelo sacerdócio - conhecedor da ciência e da espiritualidade - e pelos servidores do Estado. Em seguida, havia os guerreiros, artesãos, agricultores e trabalhadores braçais. A organização da sociedade era bastante rígida. 

A religião estava muito presente nas atividades culturais e sociais. A maioria das cidades foi construída no final do século IX, entre 250 e 900 d.C., quando ocorreu a extensão do território maia e sua cultura foi adotada por outras populações. A região das cidades de Tikal, Palenque, Copán e Calakmul, construída pelos maias, atualmente faz parte da chamada Península de Iucatã, no México, mas as construções maias também atingiam partes da Guatemala, de Belize e de Honduras. 

Economia 

Grande parte da economia maia dependia da agricultura, por meio do cultivo de milho, considerado sagrado, cacau, algodão e agave. Além disso, atividades como caça, pesca e artesanato também movimentavam a economia. Em teoria, o Estado possuía todas as terras, assim o solo não era propriedade privada e a produção era realizada de maneira coletiva. Ou seja, os membros das aldeias tinham o direito de usar as terras e gerar seu sustento, porém com a obrigação de pagar impostos ao Estado.

Além disso, a força de trabalho dos camponeses também era requerida pelo Estado, ao obrigá-los a trabalhar na construção de templos, obras de irrigação e represas. Outra atividade econômica importante eram as trocas comerciais, que ocorriam pelas rotas criadas pelos maias. Nesse caso, a moeda usada era a semente de cacau ou pequenas peças de bronze. 

Religião 

Para os maias, o destino dos seres humanos era determinado pelos deuses, sendo Itzamna o senhor do céu e o mais importante deus. Além dele, havia os deuses da Lua, do Sol, da chuva, do vento, da morte e da vida, além daqueles ligados à agricultura e à caça. O povo maia acreditava em uma contagem cíclica do tempo, sendo que era papel dos sacerdotes compreender os ciclos astronômicos, prever o futuro e rever o passado, com o auxílio de calendários e do posicionamento dos astros. Baseados nos ciclos, os períodos de purificação, como jejuns e sacrifícios de animais ou humanos, usados para fazer conexão com os deuses, eram definidos. A adoração acontecia conforme a necessidade, como devido a longos períodos sem chuva, por exemplo. 

Calendário maia

Os maias usavam um calendário composto por almanaques e diversos calendários com registros de datas dos principais eventos astronômicos. A partir disso, grandes ciclos eram gerados e usados para a realização de atos religiosos. Existiam dois calendários de contagem curta: o Tzolk'in contava o ciclo sagrado combinando vinte nomes de dias com treze números de ciclos, que resultavam em 260 dias únicos. Já o Haab' era um calendário solar, com dezoito meses de vinte dias, mais quatro dias no final do ano. Esses dois calendários combinados geravam ciclos de 52 anos sem dias repetidos. 

Templos e pirâmides

As pirâmides maias eram grandes criações dedicadas aos deuses, repletas de cálculos matemáticos e realizações de arquitetura. Os templos ficavam no topo das pirâmides e eram espaços para os reis e suas famílias realizarem rituais. A maioria dessas construções era feita de pedra calcária, composto maleável, por isso era possível entalhar registros. Uma cidade podia ter até dez pirâmides, como Chichén Itzá, no México, onde estão localizadas El Castillo e outras seis pirâmides. 

A conquista espanhola

Quando os espanhóis chegaram à América, no início do século 16, na região da Península de Iucatã, foram encontrados apenas agricultores maias, que continuavam a praticar rituais religiosos dos seus ancestrais em cidades independentes. Os soldados espanhóis travaram diversas batalhas para conquistar os territórios maias, já que o poder não estava mais centralizado, e, com isso, adquiriram uma boa quantidade de ouro e prata. 

Devido à inserção dos costumes e características estrangeiras nas regiões da civilização maia, o estilo arquitetônico e as inscrições hieroglíficas foram desaparecendo aos poucos. Porém, até hoje existem colônias no interior do México que seguem tradições maias, mesmo após o domínio espanhol. Muitos dos sítios arqueológicos também podem ser visitados e constituem uma importante forma de turismo na região!

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