Memorial construído em homenagem às vítimas dos ataques de 11 de setembro, em Nova York (EUA). 

Em 11 de setembro de 2001, uma notícia assustou o mundo inteiro. As Torres Gêmeas do World Trade Center, em Nova York, foram alvo de um catastrófico ataque terrorista conduzido por 19 homens. A torre norte foi a primeira a ser atingida por um avião comercial sequestrado pelos terroristas, às 8h46. Porém, a torre sul, atingida às 9h03 por outro avião sequestrado, foi a primeira a desmoronar, às 9h59min. A norte desmoronou às 10h28. Aproximadamente 3 mil pessoas morreram, com idades entre dois e 85 anos, entre as quais estavam os passageiros das aeronaves sequestradas, 343 bombeiros de Nova York, 23 policiais e 37 oficiais do Porto de Nova York.

Apenas 20 pessoas que estavam dentro dos prédios escaparam com vida. O estrago no local foi tão grande que os bombeiros só conseguiram apagar o fogo causado pelas colisões em 19 de dezembro, mais de três meses depois do atentado. Além das Torres Gêmeas, o Pentágono, Departamento de Defesa dos EUA em Washington, também sofreu um ataque por meio de um avião comercial sequestrado, às 9h37, em que 184 pessoas morreram. Outro acidente aéreo em Shanksville, na Pensilvânia, matou 40 pessoas e acredita-se que ele também tenha relação com o ataque terrorista.

Os atentados de 11 de setembro tiveram muita visibilidade por serem ataques inesperados, que ocorreram de forma peculiar e com métodos muito diferentes do que já havia sido presenciado e registrado na história. Assim, conquistou bastante foco e intrigou muitas pessoas ao redor do mundo. Além disso, até aquele momento, era inimaginável que os Estados Unidos, uma das maiores potências econômicas, políticas, militares e culturais do mundo, eram vulneráveis a um ataque terrorista dessa proporção. 

Dezoito anos após os atentados, algumas teorias continuam a rondar os pensamentos, e muitas perguntas ainda não têm respostas. Neste post, reunimos fatos e informações sobre os ataques de 11 de setembro nos Estados Unidos. Confira: 

O objetivo dos ataques

Desde o alvo escolhido até a localização dos atentados, todos os detalhes do ataque foram planejados para chocar a população e ter visibilidade mundial, incluindo transmissões ao vivo para o mundo todo. A partir desse momento, os grupos fundamentalistas e terroristas islâmicos, como a Al-Qaeda ficaram muito conhecidos.

Falha nos serviços de inteligência

Os terroristas não entraram com bombas ou armas nos aviões comerciais que sequestraram, portanto não se tornaram alvos óbvios na inspeção dos aeroportos. Logo após os atentados, porém, o FBI identificou os terroristas.

Aviões não interceptados por caças

Em 11 de setembro de 2001, estava acontecendo uma série de treinamentos e exercícios militares que envolviam justamente parte dos caças interceptadores que deveriam estar nas áreas dos atentados. Os operadores de voo e profissionais ligados à segurança aérea americana ficaram confusos com a mistura de realidade e simulações, e assim demoraram para perceber que algo realmente estava errado quando alguns aviões sumiram do radar. 

Os terroristas desligaram o transponder, aparelho que permite a identificação do avião pelos controles em terra; um ato comum em situações de terrorismo e que, por si só, indicaria a necessidade de interceptação. Ainda assim, o comando militar só foi avisado sobre o desaparecimento do voo em Washington, por exemplo, dez minutos antes de o avião cair sobre o Pentágono.

Ataque ao Pentágono 

Um dos quatro aviões comerciais sequestrados foi lançado sobre o Pentágono, símbolo do poder militar dos Estados Unidos, e que está em sua capital, Washington. Um avião modelo Boeing 757 da American Airlines atravessou três dos cinco anéis concêntricos que formam a construção até atingi-la.O governo usou o termo “mingau” para descrever o que o concreto se tornou após a destruição. Nesse ataque, 64 passageiros que estavam no avião e também 125 pessoas que estavam dentro no prédio morreram.

A posição do governo americano

Uma cena também marcante foi a reação do então presidente George W. Bush ao receber a notícia de que o país estava sofrendo ataques terroristas. Ele acompanhava leituras de alunos em uma escola em Sarasota, na Flórida, quando o segundo avião estava em direção às Torres Gêmeas. O chefe da comitiva aproximou-se de Bush e cochichou em seu ouvido: “o país está sendo atacado por terroristas”.

Nos minutos seguintes, Bush continuou ouvindo as crianças, sem demonstrar emoção alguma, fazendo todo o país se perguntar o que ele pensou durante aquele tempo e, principalmente, por que ele não interrompeu a atividade escolar. Ainda assim, os ataques terroristas deram maior popularidade ao presidente dos Estados Unidos, aumentando de 50% para 90% o seu índice de aprovação entre os cidadãos norte-americanos. 

Além disso, uma das financiadoras da campanha de George W. Bush à presidência, a indústria de armas, foi valorizada nas bolsas de valores após os atentados. Embora haja especulações, é pouco provável que os Estados Unidos tenham alguma ligação com o planejamento dos atentados. Afinal, após o episódio, o país foi muito prejudicado: além das mortes de civis e oficiais norte-americanos, o país passou uma imagem de fragilidade para o mundo, e em seguida se envolveu em duas guerras e entrou em recessão. Nesse sentido, não existem provas concretas que confirmem a participação dos Estados Unidos nesse ataque trágico contra o próprio país. 

Interferência no ambiente econômico

Após os ataques, os Estados Unidos procuraram demonstrar que os atentados não mudariam a prosperidade dos norte-americanos. Assim, o governo ofereceu crédito aos cidadãos. Por vezes, os empréstimos foram também oferecidos para pessoas que não conseguiam pagar suas dívidas e, assim, não respeitavam os padrões de garantia do crédito. Iniciativas como essa tiveram sucesso mundial após a comoção do 11 de setembro. 

Além disso, em novembro de 2001, a Conferência Ministerial de Doha, da OMC, foi considerada uma das negociações comerciais de mais sucesso, devido à solidariedade internacional. Porém, após um tempo, a Guerra ao Terror promovida por George W. Bush ainda em seu governo, desgastou as relações dos Estados Unidos com outros países. Foram muitas as críticas e os protestos contra a Guerra do Iraque, em 2003, por exemplo. 

Posicionamento das autoridades mundiais

Muitas autoridades mundiais demonstraram solidariedade aos Estados Unidos, inclusive apoiando ações militares na “Guerra contra o Terror” do presidente Bush, como foi o caso do Reino Unido e da Espanha. Nesse sentido, até um consenso internacional que definiu o terrorismo como a maior ameaça à segurança internacional foi firmado. Na época, o Brasil convocou o Tratado Interamericano de Assistência Recíproca (Tiar), criado em 1947, para realizar ações conjuntas de países americanos contra ameaças de segurança. Já países como Rússia e China, que poderiam ser vistos como ameaças à segurança dos Estados Unidos, também apoiaram a luta contra o terrorismo e fizeram parcerias com o governo americano. 

Mudança na segurança dos aeroportos

As falhas nos aeroportos dos Estados Unidos eram mais comuns até 2001, quando a fiscalização passou a ser considerada uma política de defesa nacional. O governo não considerava que sequestrar aviões fosse uma ameaça real, por isso a fiscalização dos passageiros tinha mais descuidos. Por outro lado, atualmente os mecanismos de segurança nos aeroportos geram polêmica, como é o caso dos aparelhos de raio-X, que conseguem ver o corpo inteiro das pessoas. Além disso, quando tidos como necessários, podem ser feitos procedimentos de revista nos passageiros.

Esses são alguns fatos que fazem parte da história desse trágico episódio envolvendo o terrorismo. Pesquise e saiba mais sobre esse fato histórico, que ainda é recente e também muito importante para a nossa sociedade. 

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