O Egito Antigo é considerado o berço de uma das mais importantes civilizações da antiguidade e, por isso, costuma ser um tópico que desperta a curiosidade. Tema também recorrente nos vestibulares de muitas Instituições brasileiras, a antiga sociedade egípcia reúne uma série de características marcantes e surpreendentes.

A civilização egípcia

A comunidade egípcia formou-se a partir da mistura de diversos povos que, anteriormente, organizavam-se em comunidades independentes, chamadas de Monos. Por volta de 3.500 a.C, alguns destes pequenos grupos se uniram e originaram dois novos Estados - os chamados Baixo Egito, próximo ao Delta do Nilo, e o Alto Egito, ao Sul do continente. Pouco depois, em torno de 3.200 a.C, o rei do Alto Egito, Menés, unificou todo o território e se tornou o primeiro Faraó egípcio, inaugurando o período de apogeu desta civilização, conhecida como Era dos Faraós.

Mapa do Alto e Baixo Egito, no continente africano

Para ajudá-lo a revisar esse tema e relembrar algumas das características mais importantes dessa sociedade antiga, o COC listou os cinco principais tópicos que você precisa saber sobre o Egito Antigo. Acompanhe!  

1) O rio Nilo foi essencial para os egípcios

As águas do rio Nilo foram fundamentais para o desenvolvimento da civilização egípcia em meio ao árido deserto do Saara, no nordeste africano. O rio corta toda a região, de Norte a Sul, proporcionando um estreito e fértil vale, no qual os egípcios se abrigaram entre 3.200 a.C e 32 a.C - época em que o Império Romano obteve o domínio da região.

As margens do Rio Nilo, próximas à cidade de Luxor, Egito

Além de permitir o transporte de pessoas e mercadorias, as águas do rio também foram fundamentais para a pesca, agricultura, criação de animais e sobrevivência da população egípcia. Ainda, o Nilo também foi um importante instrumento para a garantia da unidade política do Estado.

2) A agricultura proporcionou o desenvolvimento econômico

A economia egípcia era baseada, principalmente, na agricultura. Ao longo das margens do Nilo, o plantio era possibilitado pelo ciclo de cheias do rio, época em que o solo ao seu redor tornava-se cheio de limo e, consequentemente, fértil para o cultivo de trigo, cevada, frutas, algodão e legumes, por exemplo. Além do plantio, também era comum o comércio de mercadorias e artesanatos diversos.

Uma característica interessante do sistema econômico no Egito Antigo é que o conceito de propriedade privada não existia. A terra pertencia à comunidade e, portanto, os camponeses e artesãos eram obrigados a dar parte de suas produções e lucros para o Estado, em troca do direito de cultivar e utilizar as terras do Faraó ou de sua família.

3) A sociedade egípcia era estratificada

O Faraó era a autoridade máxima do Estado e, segundo as crenças egípcias, era considerado uma personificação divina. Por isso, o governo egípcio seguia os moldes de uma monarquia teocrática e a figura do chefe político do Estado possuía grande influência sobre todas as classes sociais.

Logo abaixo do Faraó e de sua família, estavam as camadas privilegiadas da população. A corte real era constituída pelos sacerdotes e pela nobreza, parcela da sociedade que correspondia à aristocracia hereditária e era formada por grandes nomes do poder militar ou donos de extensas parcelas de terra. Os escribas e os funcionários do Estado também tinham posições de muito prestígio social.

Abaixo deles estavam as classes não privilegiadas. Os camponeses e servos formavam a maior parte da população e eram os responsáveis pela produção agrícola, pagando grandes parcelas de impostos ao Estado. Normalmente eram convocados pelo Faraó para a realização de obras públicas, como a construção de canais de irrigação, pirâmides, diques e templos, por exemplo. Os artesãos e pequenos comerciantes também estavam sujeitos às taxas.

Os soldados eram, em sua maioria, mercenários estrangeiros contratados pelo Estado; e os escravos, prisioneiros de guerra que, em troca de seu trabalho, recebiam apenas água e comida.

No Egito Antigo, a sociedade era dividida em rígidas camadas sociais  e, por isso, é importante ter em mente que a mobilidade social não era comum.

4) Acreditava-se em vida após a morte

As crenças religiosas no Egito Antigo baseavam-se no politeísmo, ou seja, a sociedade acreditava e cultuava a existência de mais de um deus. O curioso é que as figuras divinas eram antropomórficas e, portanto, seus corpos eram parte humano e parte animal. Por isso, muitos animais eram considerados seres divinos pelos egípcios, como o chacal, que representava esperteza, o gato, relacionado à agilidade, e o escaravelho, ligado à ressurreição.

Também era muito comum a realização de festas e oferendas às divindades. O objetivo era agradá-las para que, em troca, o povo egípcio recebesse proteção nas guerras ou melhores colheitas, por exemplo. Além disso, cada cidade possuía um deus protetor, para quem dedicava-se um templo especial.  

Outra forte crença egípcia era a vida após a morte. Segundo as suas convicções, essa nova vida seria definida no tribunal de Osíris, o deus da morte. Essa figura divina, com a ajuda de seu filho Anúbis, seria responsável por pesar os corações daqueles que partiram: caso o órgão estivesse muito pesado, significaria que seu dono teve uma vida de atitudes ruins e, por isso, seria destinado à escuridão. Por outro lado, os donos de um coração leve seriam destinados a uma boa vida.

Com isso, desenvolveu-se o processo de mumificação, pautado sobretudo na necessidade de preservação do corpo humano. Segundo as crenças egípcias, as almas boas voltariam em busca de seu corpo para a vida eterna. A mumificação e os  procedimentos para a retirada das vísceras desenvolveu os conhecimentos médicos, auxiliando nas descobertas sobre o funcionamento do organismo humano.

5) A escrita foi muito importante para os egípcios

A escrita também teve um papel de destaque na sociedade egípcia, uma vez que o seu desenvolvimento possibilitou a propagação de novas ideias, a comunicação e também o controle de impostos e tributos diversos. O interessante é que, à época, utilizava-se dois tipos distintos de escrita.

A escrita demótica era mais simples e, portanto, era utilizada em assuntos do cotidiano. Já a escrita hieroglífica, mais complexa, faz uso de desenhos e símbolos variados. Essa última era comum nas paredes das pirâmides e tumbas, espaços que reuniam uma série de textos sagrados sobre a vida dos faraós, além de mensagens e orações para protegê-los na vida após a morte.

Com isso, houve também o desenvolvimento do papiro, papel produzido a partir das fibras de uma planta com mesmo nome. Ótimo suporte para a comunicação, o material era muito usado para registrar fatos históricos, acontecimentos diários ou mesmo questões religiosas.

A civilização egípcia e seu desenvolvimento cultural e econômico são surpreendentes! Conhecê-la é, sem dúvida, uma oportunidade para desvendar a história de um dos povos mais interessantes e representativos do nosso passado. Se você curte história, não deixe de conferir também:

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