A imagem deste post é a erupção do Monte Etna, na Sicília, Itália.

Qual é a primeira coisa que vem à sua mente quando você pensa em vulcões? Os vulcões são fenômenos que despertam temor e insegurança, mas também são um assunto repleto de dúvidas e características desconhecidas pela ciência. Como eles são formados? Por que eles não existem no Brasil? Nós respondemos a essas perguntas para você!

O que são os vulcões e como eles são formados?

Os vulcões são estruturas geológicas que se desenvolvem próximo às margens das placas tectônicas. Segundo os cientistas, a crosta terrestre não é formada por uma camada contínua. A Terra possui uma série de rachaduras, as quais dividem a superfície em partes, como um gigantesco quebra-cabeça. Essas placas estão em constante movimentação, já que elas estão sobre o manto, camada terrestre de rochas derretidas.

Esse movimento entre as placas tectônicas recebe o nome de tectônica das placas. Todos os anos, todas as placas da superfície terrestre se movimentam alguns centímetros, se aproximando ou se afastando. Em ambas as situações, o magma consegue passar por aberturas ou fissuras e chegar à superfície.

A superfície terrestre é formada pelas placas tectônicas (Via Shutterstock)

Quando alcança o ar, o magma passa a ser chamado de lava e pode alcançar até 1000°C. Quando a lava esfria, forma uma camada rochosa. Ao longo do tempo, novas camadas de rochas vão se formado ao redor do ponto em que a lava chega à superfície, originando vulcões no formato de montanhas.

Mas nem todos os vulcões funcionam dessa maneira. A lava também pode ser expelida através de fissuras, com erupções mais lentas e que não envolvem explosões perigosas. No entanto, apesar de a lava se mover lentamente, é possível que essa dinâmica também crie um vulcão extremamente alto, como é o caso do Mauna Loa, o maior desse tipo no mundo.

Lava já solidificada após a erupção do vulcão Mauna Loa, no Havaí (MNStudio/Via Shutterstock)

Por conta da ligação direta dos vulcões com a tectônica das placas, essas formações sempre surgem às margens dessas áreas. Logo, é comum que algumas regiões do mundo tenham grande quantidade de vulcões, enquanto outras têm apenas vulcões antigos e já inativos.

Você sabia?

Em alguns casos, a movimentação das placas tectônicas é sutil e só é percebida muito tempo depois, com a formação de uma cadeia de montanhas ou de um vulcão, por exemplo. Por outro lado, esse afastamento ou a aproximação também pode causar fenômenos imediatos, como terremotos ou tsunamis.


Mas afinal, por que não existem vulcões no Brasil?

Atualmente, há duas razões principais para a inexistência de vulcões ativos no país. A primeira delas é porque o território brasileiro está localizado no centro da Placa Sul-Americana, cujo limite a leste está no fundo do oceano, entre o Brasil e o continente africano, e cujo limite a oeste corresponde ao litoral da América Latina. Dessa forma, é seguro dizer que o país não está próximo às áreas em que duas placas tectônicas se encontram.

Além disso, o Brasil é um país com uma área extensa, o que proporciona uma grande variedade de relevos no território nacional. No entanto, as formações geológicas aqui são antigas, e foram constituídas durante as eras Arqueozoica e Proterozoica, há bilhões de anos. Logo, no passado, os vulcões realmente existiram por aqui, mas essas estruturas ficaram expostas ao vento, à chuva e às demais intempéries, e foram se desgastando. Hoje, eles não existem ou estão inativos há milhares de anos.

O vulcão mais antigo do mundo é brasileiro

Em um passado muito distante, o Brasil foi palco de grandes atividades geológicas. Como mencionamos anteriormente, as placas tectônicas estão sempre em movimento. Isso significa que há muitos milhões de anos, o Brasil já esteve sobre uma das áreas de encontro entre duas placas tectônicas.

Em 2000, um grupo de cientistas da Universidade de São Paulo (USP) descobriu que a estrutura vulcânica mais antiga do mundo da qual se tem notícia é brasileira. Apesar de não ter um nome oficial, a estrutura está localizada entre os rios Tapajós e Jamanxim, no Amazonas, e se espalhava pelos atuais estados de Mato Grosso, Pará e Roraima, além da Venezuela e do Suriname.

Na época, a vegetação da região também era muito diferente de como a conhecemos hoje. Quando o vulcão da região amazônica estava ativo, a atividade biológica da região era de algas e bactérias, e o clima era seco e semelhante ao de um deserto. Estima-se que a altura original desse vulcão teria sido de cerca de 400 metros, e que a sua idade aproximada é de um bilhão e novecentos milhões de anos!

Outra questão interessante é que há 140 milhões de anos, o Brasil quase foi partido ao meio por uma fissura vulcânica. Uma fenda surgiu e cruzou o país do Centro-Oeste ao Sul, chegando até o território que hoje pertence ao Uruguai. Dessa fenda, a lava vazou e, ao longo do tempo, modificou a terra na região e originou a chamada terra roxa, muito propícia para o plantio.

Hoje o território brasileiro não tem grandes problemas ocasionados por erupções vulcânicas ou terremotos, mas há muitos milhões de anos, esses fenômenos já foram comuns por aqui, o que significa que eles podem voltar a acontecer daqui milhões de anos também. Essa tendência chama-se ciclo geológico. Por isso, não há motivos para se preocupar - pelo menos por enquanto. ;)

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