As placas tectônicas são enormes blocos que fazem parte da camada sólida externa do planeta Terra, a crosta terrestre. Elas sustentam os continentes e os oceanos e são conduzidas pelas correntes de convecção, resultado do calor irradiado do magma incandescente da Terra, que está em constante movimento. Há dez placas que se movimentam e, ano a ano, elas afundam alguns milímetros. Assim, as dimensões e contornos do relevo terrestre são alterados. 

É comum chamarmos esses fragmentos de “placas tectônicas”, mas o nome correto seria “placas litosféricas”. Isso porque elas atingem toda a camada exterior da Terra, conhecida como litosfera. Essa, por sua vez,é formada pela crosta terrestre, pela área oceânica e pela parte externa do manto superior. A litosfera é composta por uma camada rochosa de aproximadamente 150 quilômetros de espessura, podendo variar nas regiões montanhosas e profundidades marinhas. 

As placas tectônicas possuem zonas de encontro, locais caracterizados por cadeias montanhosas ou falhas e que apresentam terremotos, tsunamis e vulcões. Chamamos de zonas de subducção os locais onde uma placa mergulha para baixo de outra, ou seja, muitos sismos (tremores de terra) também ocorrem por causa desse movimento. Afinal, a cada encontro das placas, a energia é liberada por meio de terremotos. Por fim, há vulcões originários dos limites dos blocos subterrâneos e as erupções acontecem quando o acúmulo de rocha derretida sai pelas fendas e sobe entre as placas. 

Quais são as placas tectônicas?

Placa do Pacífico: é a maior das placas, com cerca de 103 milhões de quilômetros quadrados. Na região do Havaí, a placa encontra-se em renovação com a subida do magma e a criação de ilhas vulcânicas. No seu encontro com a placa das Filipinas, ela afunda na região conhecida como “Fossa das Marianas”, onde há a maior profundidade dos oceanos: 11.034 metros.

Placa de Nazca: são 10 milhões de quilômetros quadrados no leste do oceano Pacífico, e a cada ano essa placa diminui 10 centímetros, como consequência das “batidas” com a placa Sul-Americana. Por ser mais leve, ela desliza por cima da placa Sul-Americana, elevando as montanhas dos Andes e dando vida a novos vulcões.

Placa Sul-Americana: com 32 milhões de quilômetros quadrados, tem o Brasil em seu centro, por isso nós não sentimos os efeitos de terremotos e não há atividade vulcânica. Na região central do continente, a placa possui 200 quilômetros de espessura, e na borda de encontro com a placa da África, as áreas mais novas não chegam a ter 15 quilômetros. 

Placa da América do Norte e do Caribe: essa placa possui 70 milhões de quilômetros quadrados e fazem parte dela toda a América do Norte e a Central. No seu deslocamento na direção horizontal em relação à placa do Pacífico, foi criada uma fronteira, onde localiza-se a Falha de San Andreas.

Placa da África: uma falha submersa no meio do oceano Atlântico libera caminho para o magma do manto inferior. Por isso, esse bloco se afasta pouco a pouco da placa Sul-Americana e vai ficando maior. Atualmente, possui 65 milhões de quilômetros. 

Placa da Antártida: há 200 milhões de anos, a parte leste dessa placa estava com a Austrália, a África e a Índia. Ela se chocou com aproximadamente cinco placas menores que formavam o lado oeste e isso resultou no bloco que engloba a Antártida e a parte do Atlântico Sul, com 25 milhões de quilômetros quadrados. 

Placa Indo-Australiana: esse bloco de 45 milhões de quilômetros quadrados suporta a Índia, a Austrália, a Nova Zelândia e grande parte do oceano Índico, direcionando-se para o norte. A borda nordeste dessa placa choca-se com a placa das Filipinas, sendo uma região bem conhecida por terremotos. 

Placa Euroasiática Ocidental: é a placa de 60 milhões de quilômetros quadrados que sustenta a Europa e parte da Ásia, do mar Mediterrâneo e do Atlântico Norte. Ao chocar-se com a placa Indo-Australiana, surgiu o conjunto de montanhas do Himalaia (sul da Ásia). 

Placa Euroasiática Oriental: com movimento para o leste e 40 milhões de quilômetros quadrados, essa placa choca-se com a das Filipinas e a do Pacífico, região onde fica o Japão. O encontro dessas três placas é forte, sendo uma das áreas do planeta com maior número de terremotos e vulcões. 

Placa das Filipinas: éa menor das placas, com 7 milhões de quilômetros quadrados, porém com metade da concentração de vulcões ativos da Terra em seus limites. Quando colide com a placa Euroasiática Oriental, há terremotos e erupções que podem ser destruidores. 

Quais são os limites das placas tectônicas? 

Existem três tipos de limites. Entenda cada um deles:

Limites divergentes: ocorre quandoas placas traçam o movimento de distanciamento entre elas, gerando uma nova crosta oceânica. Esse movimento é realizado no sentido horizontal e o limite possui três estágios, além de uma atividade vulcânica bem intensa. O primeiro é a abertura de um oceano resultante da fratura da costa, fazendo com que a água invada a área e forme lagos. O segundo estágio apresenta uma fragmentação total e formação de dois continentes separados por um oceano, além da continuidade de atividade vulcânica devido à elevação do magma. O resultado da atividade magmática cria o terceiro estágio, quando há a formação de oceano.

Limites convergentes: quando há o movimento de colisão de uma placa com a outra, chamamos de “limites convergentes”. Aqui, há três tipos de convergência:a oceânica-continental,quando existem fissuras profundas nos oceanos, o encontro de placas e a possível formação de vulcões;a continental-continental,sendo o caso de uma placa se movimentar para baixo de outra, formando cadeias de montanhas; e a oceânica-oceânica, em que a convergência ocorre entre duas placas oceânicas.

Limites conservativos: podemos observar a ocorrência dos limites conservativos em locais com deformação. Aqui, as placas tectônicas deslizam-se uma em relação à outra, sem convergência ou divergência. A movimentação das placas ocorre por causa da energia que é liberada na extensão desses limites. Assim, há a possibilidade de acontecerem terremotos dos “focos rasos”, os mais destrutivos.

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