Antes de entender esse conceito, como ocorre, suas causas e consequências, é fundamental saber que o efeito estufa é um processo natural do planeta Terra. Porém, a grande discussão em torno desse tema ocorre pois, devido a influências humanas, esse fenômeno tem ocorrido além das proporções consideradas normais. O efeito estufa é, na verdade, um processo essencial para que haja o desenvolvimento da vida na Terra, mas o processo de desenvolvimento humano tem desequilibrado esse fenômeno natural. Vamos descobrir o porquê?

O que é efeito estufa?

Ganham essa denominação geral de “efeito estufa” todas etapas de aquecimento do planeta devido ao Sol. A camada de ozônio, presente na alta atmosfera terrestre, absorve e reflete parte dos raios solares de volta para o espaço. Os raios que são absorvidos pela atmosfera ficam justamente retidos pelos chamados “gases estufa”, aquecendo o planeta. Os principais são o dióxido de carbono (CO2) e o metano (CH4).

Esse fenômeno é responsável por manter as temperaturas adequadas para a sobrevivência no planeta, já que funciona como uma espécie de cobertor natural, que impede que o calor se dissipe e, consequentemente,  a Terra esfrie.

Causas

A partir da compreensão do processo natural do efeito estufa, é preciso conhecer quais causas influenciam na maior incidência desse fenômeno no planeta, tornando a situação alarmante.

Desmatamento

Através da fotossíntese, a vegetação é capaz de retirar parte do gás carbônico e, assim, ajudar no controle do seu acúmulo na camada de ozônio. Com o aumento do desmatamento, porém, perde-se um dos principais fatores que auxiliam no processos de absorção do CO2. Como este é um dos gases que mais contribuem para o fenômeno do efeito estufa, seu excesso resulta no aumento da temperatura no planeta.  

Queimada

Enquanto o desmatamento prejudica a filtragem dos gases, as queimadas são grandes responsáveis pela emissão de gases prejudiciais ao funcionamento adequado do planeta. A própria combustão já libera diferentes tipos de gases, como o dióxido de carbono (CO2), o dióxido de nitrogênio (NO2) e o dióxido de enxofre (SO2). Ao queimar materiais orgânicos como as árvores, ocorre a liberação do metano, um gás que intensifica ainda mais o efeito estufa.  Além disso, as queimadas são prejudiciais também por influenciar no desmatamento e na consequente carência de filtragem do CO2.

Depósito de lixo

A matéria orgânica, presente nos resíduos de lixo que começam a se decompor, favorece o cultivo de  bactérias metanogênicas e também na liberação de gases, como o metano. O acúmulo de lixo ajuda no aumento dessas bactérias que, apesar de naturais ao ciclo de vida dos organismos, em excesso também afetam o meio ambiente quando exposta em grandes quantidades.

Queima de combustíveis fósseis

Desde a Revolução Industrial, a queima de combustíveis fósseis está cada vez mais intensa. A busca por alternativas que facilitam o dia a dia das pessoas contribuiu para que ferramentas, muitas vezes prejudiciais ao planeta, ganhassem espaço no mercado. Segundo o Ministério do Meio Ambiente, cerca de 80% dos gases estufa são liberados pela queima de combustíveis fósseis, como a gasolina dos carros. Outro grande exemplo é a geração de energia de fontes não limpas, como o petróleo (gasolina, diesel e querosene) e o carvão mineral.

Consequências

Aquecimento global

O aquecimento global é uma das temáticas mais abordadas quando se fala sobre efeito estufa. As mudanças climáticas que o acúmulo de gases causa na Terra antecedem outros acontecimentos ocasionados pelo aquecimento global como as enchentes, o degelo das calotas polares e até mesmo a desertificação de algumas áreas do globo. Conheça algumas dessas consequências:

Chuva ácida

A chuva ácida é um fenômeno que costuma atingir grandes centros urbanos. A queima de combustíveis fósseis e a consequente liberação de componentes prejudiciais ao meio ambiente faz com que haja uma reação química com o vapor de água presente na atmosfera, que é liberada por meio de chuvas ácidas. A chuva ácida pode comprometer a saúde da população, causando maior incidência de problemas respiratórios, como asma, sinusite, conjuntivite e até doenças cardiovasculares.

Ilhas de calor

Devido principalmente a elevada concentração urbana, incluindo muitas áreas de asfalto e grandes construções, como prédios, ocorre um fenômeno climático denominado de ilhas de calor. A falta de vegetação, a altura das construções urbanas que prejudica a circulação dos ventos e o grande número de superfícies urbanas, como o tijolo, o asfalto e o concreto, ajudam a absorver e concentrar ainda mais calor, fazendo com que várias áreas de uma mesma cidade tenham temperaturas diferentes.

Inversão térmica

A inversão térmica é resultante da quantidade de gases poluentes presentes na atmosfera terrestre. Esse processo ocorre quando o ar mais frio, que é mais denso, é impedido de circular pelas camadas mais quentes. Isso também influencia na temperatura do planeta e ocorre com mais frequência em centros urbanos, com grande quantidade de poluentes sendo emitidos.

Como equilibrar o efeito estufa

Apesar de ser um fenômeno de difícil reversão, é possível diminuir seus impactos a longo prazo com algumas estratégias. Duas dessas medidas são, por exemplo, o investimento em fontes de energia limpas, como a eólica e a solar, e a elaboração de projetos de reflorestamento e urbanização, que ajudam na redução dos níveis de CO2.

Por vezes, a constante busca por inovações pode influenciar no desequilíbrio do meio ambiente. É essencial que haja consciência, inclusive sobre como as atitudes cotidianas podem trazer consequências severas ou mudanças importantes.

O que tem sido feito para combater o efeito estufa?

Desde a década de 1990, países do mundo todo começaram a buscar caminhos para manter o seu desenvolvimento pleno e, ainda assim, viver harmoniosamente com o meio ambiente. Entre os diversos tratados e acordos, um dos principais é o Protocolo de Quioto (1997), tratado internacional que tem o objetivo de diminuir a emissão de gases que agravam o efeito estufa.

Além do Protocolo de Quioto, outra pauta internacional importante foi a Agenda 21 (2002), que estabelece o planejamento sustentável dos países de curto, médio e longo prazo. Focado no aquecimento global, o acordo mais recente realizado, foi o Acordo de Paris, em 2015. Tal acordo foi aprovado pelos 195 países participantes, com o objetivo de reduzir os gases do efeito estufa e manter o aumento de temperatura mundial de no máximo 2ºC.

Apesar de ainda ser um assunto que necessita de muita atenção e medidas constantes, já existem projetos importantes em ação. A preocupação das organizações mundiais e, principalmente, dos países mais poluentes do mundo é um grande avanço para o meio ambiente e o planeta.

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