A imagem que abre este post mostra as células sanguíneas humanas sob a visão de um microscópio (Via: Shutterstock)

As Ciências Biológicas constituem um campo de estudos muito interessante, originando uma série de áreas específicas que, por sua vez, são responsáveis por desvendar diferentes segredos sobre a vida e os organismos vivos. Entre elas, a citologia é um dos campos que mais intrigam e despertam a curiosidade entre os estudantes. Por isso, neste post, contaremos a história da citologia, o que esse segmento estuda e sua importância para as áreas correlatas. Confira!

O que é citologia?

A palavra citologia tem origem do grego kytos, que significa célula, e logos, cujo significado é estudo. Também conhecida como biologia celular, a citologia é, assim, o campo das Ciências Biológicas responsável pelo estudo das células presentes nos organismos vivos. Esse ramo é focado no estudo das estruturas que compõem as células, desvendando os segredos da sua anatomia e do seu metabolismo, compreendendo também quais são suas organelas e as suas funções.

História

Em 1665, o biólogo e físico inglês Robert Hooke observou uma estrutura celular pela primeira vez. Hooke analisou as células da cortiça, sendo então o primeiro estudioso a perceber as características da célula vegetal. O curioso é que o próprio nome “célula” também foi escolhido pelo biólogo - a palavra se originou do latim celulla, diminutivo de cella, expressão que pode ser traduzida para o português como “pequeno compartimento”.

A citologia é considerada uma das áreas da ciência que mais demorou para se desenvolver de maneira plena, uma vez que as suas descobertas estiveram diretamente relacionadas ao desenvolvimento dos primeiros microscópios, um equipamento que permite o estudo de estruturas pequenas a olho nu.

A segunda grande descoberta no ramo da citologia foi do microscopista holandês Antoni van Leeuwenhoek, figura responsável pelo primeiro registro das células livres. Leeuwenhoek ainda declarou a descoberta do protozoário em 1674, do espermatozoide humano três anos depois e, por fim, da bactéria em 1683.

Anos mais tarde, foi a vez do botânico e físico escocês Robert Brown fazer sua contribuição. Em 1833, ele descobriu a estrutura que foi nomeada como núcleo celular. A época também foi marcada pelas ideias do botânico alemão Matthias Schleiden, o primeiro a afirmar que todos os vegetais são constituídos por células. No ano seguinte, o fisiologista Theodor Schwann estendeu a ideia de Schleiden e defendeu que os organismos animais também são inteiramente constituídos por células.

A cada nova descoberta, há o desenvolvimento de uma nova tecnologia, que aprimora ainda mais as ferramentas de estudo das células. Enquanto anteriormente esse estudo estava fundamentalmente pautado no uso dos microscópios eletrônicos, grande parte das descobertas mais representativas da área foram feitas após o desenvolvimento das técnicas citoquímicas e lentes ópticas de maior qualidade. Para se ter uma ideia, os equipamentos modernos permitem ampliar as células em até 100 mil vezes. Interessante, não?

A Teoria Celular

Entre os inúmeros avanços da área, é fundamental considerar o trabalho dos pesquisadores Matthias Schleiden e Theodor Schwann, que foi capaz de sintetizar os principais fundamentos nos quais o estudo da citologia é baseado. A dupla é responsável por formular quatro postulados extremamente interessantes que até hoje balizam as generalizações mais importantes da área. Acompanhe:

  • Todos os seres vivos são formados a partir de estruturas celulares;
  • As atividades e reações químicas essenciais à manutenção da vida ocorrem dentro do organismo celular;
  • A divisão celular permite que novas células se formem a partir de células pré-existentes;
  • A célula é a menor unidade da vida.

A importância da citologia

Como mencionamos, a citologia é um ramo da biologia focado no estudo das estruturas celulares e, por isso, seus conhecimentos são de grande valia para a compreensão do funcionamento de todos os organismos vivos. Logo, a área é muito importante, porque ajuda a identificar e catalogar os seres vivos com maior facilidade, conhecendo profundamente as unidades fundamentais para a existência e desenvolvimento da vida.

Além disso, seus saberes são indispensáveis para o desenvolvimento da medicina, impactando o desenvolvimento de novos medicamentos e os tratamentos, e gerando mais facilidade para diagnósticos. A citologia também é uma das precursoras de segmentos modernos muito importantes, como a biotecnologia, por exemplo.

O que a citologia estuda?

Entre os conhecimentos e estruturas estudados pela citologia, existem alguns assuntos que são essenciais e, portanto, fundamentam os conhecimentos básicos para entender a complexidade das células. Confira os principais temas que são alvos de estudo no segmento:

  • Tipos de célula, divididas entre procariontes e eucariontes;
  • As estruturas celulares, sobretudo no caso das eucariontes, que são mais complexas;
  • Evolução celular;
  • Processo de endocitose e exocitose;
  • Respiração celular;
  • Metabolismo das células;
  • Bioquímica celular;
  • Fotossíntese.

A citologia e seus conhecimentos trouxeram inúmeros benefícios para o desenvolvimento das Ciências Biológicas. Por isso, conhecer as células e seus principais elementos estruturais é importante para desvendar ainda mais segredos sobre os seres vivos!

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