Os conceitos de fenótipo e genótipo foram fundamentais para que o campo da genética se desenvolvesse, sobretudo no início do século XX. Elaborados pelo botânico e geneticista dinamarquês Wilhelm Ludvig Johannsen (1857-1927), ambos estão relacionados às características físicas e comportamentais de um indivíduo, bem como às suas características genéticas. Que tal conhecê-los para compreender as diferenças entre eles?

Fenótipo

O termo fenótipo é usado para designar as características externas, morfológicas, fisiológicas e comportamentais de um indivíduo; por isso, de maneira geral, podemos dizer que ele se refere principalmente à aparência de um indivíduo. Em sua maioria, as características fenotípicas correspondem aos aspectos visíveis que podem ser facilmente identificados, como a cor de uma folha, o formato dos olhos de um ser humano ou a cor da pelagem de um animal.

Entretanto, é preciso cuidado! Algumas características fenotípicas de um indivíduo podem ser observadas, enquanto outras, não. Entre as exceções, estão os tipos sanguíneos humanos, formados a partir de quatro tipos fenotípicos distintos que originam o sistema ABO, e que necessitam de testes específicos para serem identificados.

Genótipo

O genótipo refere-se à constituição genética de um indivíduo, é determinado pelo conjunto de cromossomos que ele herdou de seus pais, e também define as limitações de desenvolvimento de um indivíduo, desde a sua forma embrionária até a sua fase adulta.

Diferentemente do fenótipo, que pode ser alterado por estímulos externos, o genótipo é uma característica imutável de um organismo e não sofre qualquer alteração quando entra em contato com o ambiente. Essa característica está diretamente relacionada aos genes alelos dominantes (AA) e genes alelos recessivos (aa).

Você sabia?

A palavra fenótipo tem origem no grego pheno, cujo significado é “evidente” ou “brilhante”, e em typos, que significa “característica”. Já o termo genótipo originou-se de genos, com sentido próximo de “originar”, e typos, ou seja, aquilo que é “característico”.

Fenótipo, genótipo e as influências do meio

O fenótipo de um indivíduo é resultado da sua constituição genética hereditária - ou seja, do seu genótipo - somado à maneira como tais genes interagem com o ambiente. Portanto, uma característica particular do fenótipo é que ele pode sofrer alterações por meio de estímulos externos, ou por questões relacionadas ao envelhecimento natural do indivíduo.

Como exemplo, imagine duas irmãs, isto é, duas pessoas que têm algumas características hereditárias comuns e, consequentemente, o mesmo alelo responsável por determinar o tom de pele. Apesar de ambas as garotas terem um genótipo igual para essa qualidade, as duas têm tons de pele diferentes. Essa variação pode ocorrer porque uma delas tem o hábito de tomar sol, enquanto a outra, não.

Isso significa que alterações no fenótipo também podem fazer com que traços hereditários de dois seres vivos com a mesma origem se apresentem de maneiras distintas, afetados por situações externas relacionadas ao meio ambiente em que vivem - como a privação de alimento, o contato com a luz ou outros fatores diversos.

É importante ter em mente que diferentes genótipos podem dar origem a um mesmo fenótipo. Essa variação ocorre porque genes dominantes (AA) são capazes de expressar suas características mesmo quando são únicos (Aa), enquanto genes recessivos (aa) precisam sempre aparecer em dose dupla para se manifestar.

Como determinar um genótipo

Ao contrário do fenótipo, que pode ser observado com facilidade em muitos casos, o genótipo de um indivíduo pode ser determinado através do sequenciamento genético - uma técnica cara, e por isso pouco utilizada. Sendo assim, a observação do fenótipo de um indivíduo é uma das principais técnicas para identificar sua hereditariedade, bem como a análise dos fenótipos de seus pais, irmãos ou outros parentes.

Se um ser vivo possui uma característica fenotípica que está condicionada a um alelo recessivo, podemos afirmar que ele é homozigoto em relação a esse gene em particular, assim como um coelhinho de pelagem branca é sempre homozigoto (aa). Quando condicionado por um gene dominante, esse animal pode ter um fenótipo homozigoto ou heterozigoto. Logo, um coelho com pelagem preta, por exemplo, pode ser AA ou Aa. Só poderemos determinar de fato ao analisar o genótipo de seus pais.

Não se esqueça!

Os seres homozigotos são aqueles que possuem um par de alelos idênticos. Quando representados por duas letras maiúsculas iguais (AA), recebe o nome de dominante; já no caso de duas letras minúsculas (aa), é chamado de recessivo.

Por outro lado, os seres heterozigotos têm suas características determinadas por um par de alelos distintos. Dessa forma, são representados pela união de uma letra maiúscula a uma letra minúscula (Aa). 

Os conceitos de fenótipo e genótipo são fundamentais para compreender a genética, principalmente quando se trata da relação de hereditariedade entre dois indivíduos, ou das possíveis modificações de suas características físicas, fruto do meio em que vivem. Então não deixe de estudar esses conceitos para mandar bem em biologia, OK?

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