Assim como os animais, as plantas também passam por ciclos evolutivos. Atualmente, existem quatro principais ramificações para classificar o reino Plantae, sendo divididas entre vasculares e avasculares, por exemplo. Essa principal diferenciação entre elas ocorre devido à presença ou ausência de vasos condutores de seiva, que são os responsáveis por espalhar substâncias úteis à sobrevivência da planta.

Botânica é um dos assuntos que mais aparecem em vestibulares, principalmente pelo contato diário que temos com esses seres vivos. Quer garantir esse conhecimento para as próximas provas? Conheça os quatro tipos de plantas:

Briófitas

Legenda: Musgo em pedras, pertence à família Polytrichaceae dentro do filo Bryophyta.

Devido à falta de vascularização, isto é, vasos condutores de seiva, as briófitas são plantas pequenas e encontradas em locais úmidos. Um dos motivos de viverem nesse tipo de ambiente é porque não possuem raízes profundas e necessitam absorver substâncias, como água, por contato direto. O transporte de nutrientes das briófitas ocorre a partir do processo de difusão das células, ou seja, transporte de substâncias pela membrana plasmática sem gasto de energia. Um exemplo de briófitas são os musgos, muito encontrados no bioma tundra.

Reprodução das briófitas

A maior parte das briófitas são plantas sexuadas com fase gametofítica, ou seja, que produzem gametas. Os gametófitos masculinos (anterozóides) são liberados e, por meio de pequenos flagelos e com a ajuda da água, chegam até as plantas femininas. Quando os anterozóides fecundam as oosferas, os gametas femininos, forma-se o zigoto. Conforme o zigoto se desenvolve, surgem os esporófitos, que quando atingem certo nível de maturidade, caem no chão, se fixam e dão origem a uma nova planta.

Pteridófitas

Legenda: Samambaia, planta da família Davalliaceae, gênero Nephrolepis, espécie Nephrolepis exaltata.

As angiospermas são as primeiras plantas a possuir raiz, caule e folhas e, por isso, dependem de vascularização para sobreviver. Os vasos condutores permitiram que as plantas aumentassem o seu porte e se adaptassem ao ambiente terrestre. Normalmente as pteridófitas possuem pequenas folhas, os folíolos. Apesar da evolução, ainda dependem de locais úmidos e com sombra para sobreviver. Um grande exemplo desse grupo são as samambaias.

Reprodução das pteridófitas

Apesar de as pteridófitas já serem plantas vasculares, ainda dependem da água para se reproduzir. Na parte inferior das folhas, em época reprodutiva, formam-se pequenas bolinhas que contém os esporos, conhecidas como soros. Quando os esporos estão maduros, os soros se rompem, derrubando o material reprodutivo de dentro. Ao cair no solo fértil e úmido, os esporos se transformam em protalos, plantas que podem possuir o gameta masculino (anterozóides) ou o feminino (oosferas). Com a ajuda da água, os dois gametas se encontram, formam o zigoto e uma nova planta se desenvolve.

Gimnospermas

Legenda: Araucaria Angustifolia, árvore do gênero Araucária, espécie A. Angustifolia.

As gimnospermas são as primeiras plantas que não necessitam de água para se reproduzir. São compostas por raiz, caule, folha, flores secas e sementes, sendo que os dois últimos surgiram justamente nessa etapa evolutiva. Possuem diversos tamanhos e são muitos tipos de planta, desde arbustos até grandes árvores. O que mais diferencia as gimnospermas do restante das plantas é a presença de sementes secas, “nuas”, que não estão encerradas em frutos. Vivem preferencialmente em ambientes de clima frio ou temperado, como os pinheiros, as araucárias ou as sequoias.

Reprodução das gimnospermas

Esse tipo de planta necessita da ajuda de agentes polinizadores, como aves, insetos, vento e chuva para se reproduzir. As gimnospermas possuem sexos separados, sendo que cada árvore pode ser ao mesmo tempo masculina e feminina. Enquanto o estróbilo masculino produz pólen, o feminino produz os óvulos. Quando os agentes polinizadores se alimentam do pólen e derrubam fragmentos nos estróbilos femininos, ocorre a fecundação e o ciclo para uma nova planta.

Angiospermas

Legenda: Macieira, árvore do gênero Malus, espécie Malus Domestica.  

Possuem raiz, caule, folha, flor, semente e fruto. As angiospermas são as primeiras plantas que evoluíram ao ponto de ter frutos. São estruturas complexas compostas por diversos órgãos, sendo eles de suporte, proteção e reprodução. Os frutos são uma ótima evolução, pois protegem as sementes e ajudam na dispersão desse tipo de planta na natureza. Com isso, as angiospermas estão no último nível de evolução das plantas.

Reprodução das angiospermas

A reprodução das angiospermas é bem parecida com a do grupo anterior, as gimnospermas. As sementes presentes no interior do fruto necessitam ser polinizadas. Também dependem de agentes polinizadores para se reproduzir, porém com maior sucesso devido às flores e aos frutos, que atraem as abelhas e outros animais devido aos odores agradáveis, às cores vibrantes e também ao néctar, que serve de alimento. As sementes podem variar entre monocotiledôneas e dicotiledôneas.

Cada um dos tipos de plantas possui diferentes especificações quanto à sua estrutura, sendo de extrema importância conhecê-las para compreender todo o ciclo de vida pelo qual passam.

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