Ao caminharmos por uma floresta qualquer, é possível encontrar uma série de espécies de aves, plantas, insetos, répteis e mamíferos. Dá-se a esse conceito o nome de biodiversidade, ou seja, a variedade de espécies que podem ser encontradas em um mesmo ambiente. Durante a caminhada, também podemos observar como o pequeno pássaro consegue fazer sua casa na árvore e como o seu bico parece exatamente desenhado para descascar a castanha. Esse “encaixe” do ser vivo ao ambiente, que permite sua sobrevivência, é chamado de adaptação

Por muito tempo, toda essa diversidade animal e vegetal foi justificada majoritariamente pela corrente do fixismo, defendendo que as espécies já nasciam como são e continuavam de maneira imutável. Após o século XVII, o transformismo ganhou força na comunidade científica, e a Teoria da Evolução se tornou a explicação mais aceita até os dias de hoje. Para te ajudar a entender completamente o conceito, nós preparamos um resumo dos principais temas relacionados ao assunto. Vamos lá? 

Evidências da evolução biológica 

A evolução biológica se refere às transformações que as populações dos seres vivos podem sofrer ao longo do tempo. As principais evidências desse caráter evolutivo das espécies são encontradas nos fósseis, restos preservados de animais e plantas sedimentados nos mais variados espaços ao redor do mundo. A análise desses ossos e outros materiais podem reconstruir animais inteiros e contribuir para entender as características de uma determinada espécie no passado. 

A evolução também fica evidente por meio das marcas de parentesco entre as espécies. Pense, por exemplo, no gato e no ser humano. Ambos são completamentes diferentes entre si; porém, ao analisar a anatomia dos dois, é possível notar uma série de semelhanças internas, como os próprios ossos dos braços e das patas. Isso ocorre pelo fato de derivarem de um mesmo ancestral comum, um ser vivo que deu origem a diferentes espécies que se desenvolveram ao longo do tempo. 

Lamarckismo 

Já no século XIX, apareceram os principais teóricos que procuravam explicar a evolução. O francês Jean Lamarck publicou Filosofia Zoológica, obra utilizada pelo autor para defender a ideia de que os próprios seres vivos podem se adaptar às condições do ambiente para sobreviver. A teoria ficou conhecida como Lamarckismo

Para explicar a evolução ao longo do tempo, Lamarck utilizou a lei do uso e desuso, dizendo que as estruturas menos usadas nos processos de adaptação seriam atrofiadas, e as mais utilizadas, desenvolvidas. Essas mudanças seriam passadas de geração para geração, processo conhecido como a lei da herança dos caracteres adquiridos

Teoria Evolutiva de Darwin

Em 1859, o naturalista inglês Charles Darwin publica o livro A Origem das Espécies. A obra é o resultado de um intenso trabalho do autor e se tornou um dos principais marcos dos estudos da evolução, visto que as ideias de Lamarck não foram amplamente aceitas na época. As ideias de Darwin são baseadas em alguns princípios fundamentais, como:

Variabilidade 

Os indivíduos de uma mesma espécie não são completamente iguais, havendo diferenças de características entre eles, como desenvolvimento da musculatura e altura.

Seleção natural 

A variabilidade permite que os indivíduos possam nascer com características que não se adaptam muito bem ao ambiente em que se encontram. O próprio ambiente, então, de maneira natural, acaba selecionando aqueles que melhor se adaptam para sobreviver. 

Sobre o conceito de seleção natural, Darwin diz: “Poderemos duvidar (é preciso lembrar que nascem mais indivíduos do que aqueles que podem viver) que os indivíduos possuindo uma vantagem qualquer, por mais ligeira que seja, tenham probabilidade de viver e de reproduzir-se? Podemos estar certos, por outro lado, que toda variação, por menos nociva que seja ao indivíduo, traz forçosamente o desaparecimento deste.“

Adaptação 

Os indivíduos mais adaptados ao ambiente passam suas características para os descendentes, visando à perpetuação da espécie. 

Neodarwinismo 

Por mais que tenha sido o marco da Teoria da Evolução, o trabalho de Darwin não deu todas as respostas necessárias. Assim, já no século XX, uma série de biólogos e cientistas se dispuseram a estudar os mecanismos envolvidos nos processos evolutivos. Os experimentos de Gregor Mendel fundaram as bases da genética e ajudaram a compreender a ocorrência da variabilidade nas espécies. 

A síntese moderna - ou neodarwinismo - se utiliza das mutações e das recombinações genéticas para explicar a variabilidade entre os indivíduos. Mutações são alterações que podem ocorrer de forma aleatória no material genético (DNA ou RNA). Já as recombinações, por sua vez, se referem ao crossing-over ou à segregação independente dos cromossomos. Esses processos genéticos são responsáveis pela variação de características nos seres vivos, que são passadas aos descendentes no momento da formação. 

Criação de novas espécies

O processo evolutivo ao longo do tempo pode resultar no nascimento de novas espécies por meio de mecanismos como: 

Especiação 

Um grupo de indivíduos de uma espécie é separado em dois por meio de uma barreira física que impede o contato entre ambos, um processo chamado de isolamento geográfico. As condições do ambiente em cada um dos locais podem ser diferentes. Com o tempo, os indivíduos mais adaptados a cada um dos ecossistemas irão perpetuar a espécie e preservar suas características. 

Chega um momento em que as mutações fenotípicas ficam tão profundas que criam um isolamento reprodutivo entre ambos os grupos, resultando então na divisão entre duas espécies. Não é sempre que o isolamento geográfico implica o reprodutivo. Um exemplo disso são os cães, que se dividem em raças e subespécies que ainda podem reproduzir entre si. 

Irradiação adaptativa

Uma mesma espécie pode dar origem a várias outras, se tornando um ancestral comum. As semelhanças externas e internas - pelos, diafragma, coração com quatro cavidades - entre mamíferos tão distintos, como hienas, morcegos e hipopótamos, propõem que todos são descendentes do mesmo ser vivo. 

Convergência adaptativa 

Não é sempre que as semelhanças corporais indicam um grau de parentesco. Espécies diferentes que vivem no mesmo ambiente podem sofrer processos de seleção natural semelhantes, desenvolvendo características bem próximas sem qualquer ancestralidade em comum. 

A Teoria da Evolução é um dos principais assuntos da biologia, visto que ela ajuda a entender a fisiologia dos seres vivos e suas relações no meio ambiente. A partir disso, é possível compreender outros temas, como as dicas que separamos. Confira!

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