De acordo com dados divulgados em 2017, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que os distúrbios de ansiedade atingem 9,3% da população brasileira, o maior índice entre os países analisados pela organização. Manifestações mais agudas e crônicas dos transtornos podem aparecer em qualquer fase da vida, inclusive na infância e na adolescência. Para ajudar os pais a entender mais sobre o assunto, preparamos uma explicação sobre os diferentes tipos de ansiedade, até mesmo em níveis que são considerados dentro da normalidade. 

Antes, lembre-se de que…

O diagnóstico preciso da presença de um ou mais transtornos relacionados à ansiedade só é feito por profissionais especializados. Não tire conclusões antes de realizar consultas e buscar a orientação de psiquiatras capacitados.

Sentimento de ansiedade 

O dicionário Michaelis define ansiedade como o “estado emocional frente a um futuro incerto e perigoso no qual um indivíduo se sente impotente e indefeso”. Em termos biológicos, a ansiedade desencadeia uma série de respostas no corpo humano. “Todas essas sensações têm o propósito de preparar o organismo para uma reação de proteção frente ao perigo”, informa a cartilha Ansiedade em Crianças, da Fundação Oswaldo Cruz. 

Nesse sentido, a ansiedade por si só não é uma anormalidade. De acordo com a Anxiety and Depression Association of America (ADAA), é normal um certo grau de nervosismo antes de um teste importante ou a sensação de medo perante um animal peçonhento, por exemplo. “Nesses casos, a ansiedade funciona como um sinal que prepara a pessoa para enfrentar o desafio e, mesmo que ele não seja superado, favorece sua adaptação às novas condições de vida”, explica o artigo sobre o tema no portal do Dr. Drauzio Varella. 

Transtorno de Ansiedade Generalizada

De acordo com o site Oxford Medicine Online, o Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) é um quadro de preocupação excessiva persistente na maioria dos dias por pelo menos 6 meses. Essa preocupação é difícil de controlar e não necessariamente tem uma razão condizente com o nível do sofrimento. Envolve também a aparição de sintomas como fadiga, dificuldade de concentração, problemas para dormir e inquietação. 

Diferentemente do sentimento de ansiedade, o transtorno nem sempre tem motivo aparente e os sintomas não desaparecem após a passagem de uma prova ou de um evento importante, por exemplo. Quando se refere a adolescentes, o distúrbio impacta negativamente a vida social e profissional do jovem, podendo resultar na queda do desempenho escolar e na dificuldade de relacionamento com os colegas. 

Há também sintomas físicos que apresentam relação com a ansiedade, principalmente no trato digestivo. A Síndrome do Intestino Irritável é uma condição que provoca sintomas como inchaço e dor abdominal, além de alterações das funções digestivas, com prevalência de diarreia, constipação ou alternância entre ambos. De acordo com a ADAA, “isso acontece porque o cólon - parte afetada pela síndrome - é em partes controlado pelo sistema nervoso, o qual responde ao estresse.” 

Segundo o National Institute of Mental Health, há outros distúrbios de ansiedade. Veja alguns exemplos:

Síndrome do pânico 

Caracteriza-se pelo aparecimento dos ataques de pânico, períodos de intenso medo que surgem e somem rapidamente. Podem ocorrer sem motivo específico ou serem engatilhados por objetos ou situações. Nas crises, os pacientes podem sofrer tremedeiras, palpitação e taquicardia, falta de ar e sensação de perda do controle de si próprio. 

Fobias 

São caracterizadas por medo e ansiedade excessivos diante de objetos e situações específicas, resultando em suor, tremedeira, nervosismo e perda de controle emocional. Há fobias famosas, como o medo de aranhas, de viajar de avião ou de altura. 

Fobia social 

Especialista na área de ansiedade social, Márcio Bernik, afirma em entrevista que “ansiedade social todos nós temos. É normal sentir certo grau de preocupação com a imagem e ao falar com uma autoridade ou com uma pessoa que não conhecemos, mas a maioria consegue lidar com essa sensação de desconforto. Algumas pessoas, porém, chegam a evitá-la de modo tão intenso que comprometem a qualidade de vida. Esse tipo de esquiva fóbica é o que chamamos de ansiedade social ou fobia social.”

Ansiedade no período pré-vestibular 

Segundo um estudo de 2008, realizado em Porto Alegre (RS) e divulgado pela Fapesp, 56,3% dos mais de mil pré-vestibulandos entrevistados apresentaram algum grau de ansiedade, relatando sintomas como preocupação excessiva, medo, incapacidade de relaxar, sensação de sufocamento e indigestão. 

De acordo com orientações da Organização Pró-Americana de Saúde, “intervenções para promover a saúde mental dos adolescentes visam a fortalecer os fatores de proteção e melhorar as alternativas aos comportamentos de risco. A promoção da saúde mental e do bem-estar ajuda esse grupo a construir resiliência para que possa lidar bem com situações difíceis ou adversidades.” Nesse sentido, podemos propor algumas ações a fim de oferecer o máximo de tranquilidade e conforto emocional para os jovens nesse período. Veja algumas dicas para tal:

  • Crie um ambiente confortável para que o vestibulando tenha a tranquilidade necessária para se dedicar aos estudos. 
  • Ajude-o a organizar a rotina. 
  • Incentive-o a continuar firme nos estudos e perseverar mesmo nos momentos mais difíceis. 
  • Lembre-o de que se ele não passar no vestibular de primeira, está tudo bem. Haverá novas chances e você irá apoiá-lo. 
  • Ajude seu filho a se distrair, convidando-o para um jantar ou para um passeio no fim de semana, por exemplo. 

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Quando procurar ajuda médica? 

Os especialistas e professores David Clark e Aaron Beck citam no livro Cognitive Therapy of Anxiety Disorders que “em estados clínicos, a ansiedade persiste por um tempo muito maior do que o esperado em condições normais.” Independentemente do período da vida, a persistência dos sintomas de preocupação excessiva, inquietação, problemas com o sono e incapacidade diante dos desafios merecem atenção. Nem mesmo o vestibular pode implicar no decréscimo da saúde física e mental do estudante. 

Ao observar um comportamento ansioso do seu filho por um longo período de tempo, procure conversar com ele. Estabeleça um diálogo tranquilo e pergunte sobre os motivos da aflição, permitindo que o jovem se abra e crie uma relação de confiança. Explique que o sentimento de ansiedade é algo normal, mas também diga que ele pode procurar ajuda caso não esteja se sentindo bem.

No caso da persistência da preocupação com o quadro psicológico do seu filho ou da manifestação aguda dos principais sintomas, procure um médico especializado. Somente a avaliação profissional poderá dar um diagnóstico completo e definir se o jovem realmente tem algum transtorno de ansiedade. A partir disso, o profissional poderá dar as orientações necessárias, como terapias ou até mesmo medicação. 

Segundo Clark e Beck, “seria bem difícil encontrar alguém que nunca experimentou o medo ou a ansiedade diante de um evento iminente.” É normal estar ansioso e apreensivo antes de uma prova ou de uma viagem importante. Porém, há um momento em que as sensações extrapolam essa normalidade e se tornam um problema. É preciso ter muito cuidado para encontrar esse ponto de passagem, algo que deve ser acompanhado por um profissional responsável e capacitado para tal. 

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